Radio Betitudes

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vamos viver o hoje de maneira nova?

É muito bom o despertar de um novo dia, principalmente porque temos a oportunidade de vivê-lo de maneira nova.

Jesus sempre nos dá a chance de recomeçar. Concretamente, hoje, podemos procurar um sacerdote e fazer uma boa confissão, ato de fé que nos proporciona rever as nossas escolhas, os nossos relacionamentos, as nossas atitudes, a nossa postura, os nossos objetivos diante da vida e tudo o que permeia a nossa existência. Dessa forma, nós nos abrimos para que o amor dirija nossos passos ao longo do dia.

Podemos “escutar e pensar antes no outro; perdoar aos nossos inimigos; responder com doçura ainda que desejemos responder rispidamente; pedir perdão quando nos equivocarmos; acabarmos com uma briga; evitarmos a fofoca, o julgamento e tantas outros hábitos que temos e que não são saudáveis. Vivendo assim estamos em total comunhão com o coração de Jesus, que nos dá este mandamento: ‘Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor’” (I Pd 1,22).

Peçamos hoje ao Espírito Santo que renove toda a nossa vida.

Vinde, Espírito Santo

Luzia Santiago
Canção Nova

MESMO NA QUEDA, DEUS NOS ERGUE PELO MILAGRE


“Uma vida gerada no ventre de uma mulher é sempre um milagre”

Quando falamos em aborto, também precisamos tratar cuidadosamente dos namoros mal vividos. Quantos casais de namorados que mal se conhecem começam um relacionamento e descobrem um “amor eterno”; no entanto, não procuram um discernimento e se entregam um ao outro como se fossem esposos.

O pensamento que circunda o coração dos namorados é: “Se eu o amo, não existe problema em me entregar para você”. Os namorados já começam a ver o outro como esposo ou esposa, e se esquecem do verdadeiro sentido do namoro, um caminho de conhecimento mútuo, vivendo cada tempo que lhes são propostos. Deste modo, ao passar dos limites, acabam se entregando ao fogo da paixão que os envolve e vivem uma íntimidade sexual, começam a ter relações contínuas e tudo se torna normal, natural.

A consequência, muitas vezes, é uma gravidez indesejada. O mais importante é saber que uma vida gerada no ventre de uma mulher é sempre um milagre, independente das circunstâncias na qual ela será concebida, ou até mesmo como aconteceu esta gestação. É essencial voltarmos o olhar para Deus e percebermos a beleza do Seu amor. Mesmo diante do pecado, da nossa pequenez, ele realiza milagres e prodígios. O Senhor olha para nossa mediocridade e nos convida a recomeçar.

O primeiro passo cristão e autêntico que nós podemos dar, diante de uma situação como esta, é não utilizar pílulas anticoncepcionais, pílula do dia seguinte nem outro tipo de abortivo. É preciso preservar pela vida. Assim como o Senhor preserva e vigia pela nossa vida.

O aborto feito por adolescentes está crescendo, mas a consciência do amor de Deus por nós precisa ser mostrada. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Por isso não nos culpa nem condena nosso pecado. Pelo contrário, Deus nos dá a chance da vida nova, vivendo na confiança de que ele providenciará tudo que é necessário para nossos passos.

O aborto nunca é uma opção, ele é abominável. Nós cristãos temos a confiança de que mesmo a gravidez sendo a consequência de um pecado, ela é um milagre da vida. E nós não temos capacidade para decidir se a criança deve ou não viver. Deus é por nós !

Deus abençoe!

Conteúdo enviado pelo internauta Daniel Mendes Alvim Lepesqueur
(Destrave)
FIZ UM ABORTO, E AGORA?
Essa pergunta foi uma das muitas enviadas para o Destrave após a exibição da reportagem especial sobre o tema “aborto” . Mulheres que, mesmo após terem praticado esse mal há vários anos, ainda carregam as marcas desse ato.Veja:
“Tenho 18 anos, namoro há 7 meses e já tomei a pílula do dia seguinte 4 vezes. Me arrependo muitoooo!!!! Será que tenho solução para salvação?”

“Fiz aborto ainda muito jovem, só que a dor que carrego hoje é muito grande. Temo pelos meus erros do passado, até hoje não me perdoo por esse ato. Sei que jamais apagarei isso da minha memória”.

“Sou uma mulher de 57 anos, viúva, católica, tenho dois filhos.Tenho uma amiga de 90 anos, que não consegue se perdoar. Nas palavras dela: ‘Como é que vou chegar no céu? E quando o Senhor pedir contas da morte do meu filho? O que vou dizer a Ele? Como é que vou justificar o porquê de ter matado meu filho’. Na época ela achou que era a solução, mas agora ela sabe e tem consciência do que fez e não consegue se perdoar.”

De fato, o aborto é uma falta grave, que não abre espaço para justificavas, pois interrompe bruscamente a vida humana, e uma vida inocente. Mas o que dizer para uma mulher que o cometeu – ou para quem a induziu a cometê-lo – e está arrependida?

“Se esta pessoa se mostrar arrependida do seu ato, nós devemos dizer a ela: ‘Seu pecado foi grande, sim, mas não maior do que a misericórdia de Deus’. A misericórdia de Deus é um abismo, no qual os pecados graves são sugados”, destaca padre Luiz Carlos Lodi, do clero de Anápolis (GO) e líder do Movimento Pró-vida da mesma região.

VEJA TAMBÉM: “A MULHER NÃO DESEJA O ABORTO”

O Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canônico afirmam que uma mulher que comete o aborto incorre na excomunhão automática (latae sententiae) devido à gravidade do pecado. Ficando a encargo do bispo ou de um sacerdote delegado por ele a competência da absolvição do delito que incorreu na excomunhão.

O que disse João Paulo II às mulheres que abortaram

O beato João Paulo II, ciente do drama que envolve as mulheres que recorreram a essa prática, dirigiu um pensamento especial para elas na Carta Encíclica Evangelium Vitae (99).

“A Igreja está a par dos numerosos condicionalismos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu, foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da Reconciliação. A este mesmo Pai e à sua misericórdia, podeis com esperança confiar o vosso menino. Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida. Através do vosso compromisso a favor da vida, coroado eventualmente com o nascimento de novos filhos e exercido através do acolhimento e atenção a quem está mais carecido de solidariedade, sereis artífices de um novo modo de olhar a vida do homem.”

Com esse ensinamento, o saudoso Sumo Pontífice polonês indicou os caminhos que deverão ser observados para quem comete tal ato: a busca do sacramento da reconciliação e, posteriormente, um testemunho autêntico em da defesa da vida.

Desta forma, mesmo diante da situação de erro e dor, é possível recomeçar, unindo-se ao mistério da misericórdia do Senhor e traçando um caminho sincero de conversão e santidade. Portanto, afirmou o Santo Padre: “Não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança, sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade”.

Para você que praticou ou induziu alguém a praticar esse ato e hoje está arrependido, lembre-se: nada é maior do que a misericórdia de Deus!

Por Ricardo Gaiotti
contribuição de Daniel Machado

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Deus não improvisa

Há quem diga que nossa vida é como o tear e todos os acontecimentos são como fios entrelaçados entre si e revestidos de significados. Nada acontece por acaso e, à medida que o tempo vai passando, vamos, cada vez mais, tomando conhecimento do “bordado”, resultado da nossa história.

Contemplar a obra terminada é tarefa que foge das nossas mãos, mas colaborar para que ela seja apreciável é missão que se dá na generosidade partilhada por nós a cada dia.

Nossa vida é repleta de acontecimentos, às vezes passam-se anos sem sabermos notícias de quem um dia fomos cúmplices e, de repente, o reencontro acontece. Em outros casos fomos ajudados por alguém e nunca o encontramos para, ao menos, lhe agradecer. Há também situações em que não conseguimos ser tão gentis com alguém como deveríamos, mas não houve tempo para, nem sequer, pedir-lhe perdão... E por aí seguem os acontecimentos que se entrelaçam como fios, dando cor e forma ao "bordado" da nosso história.

Ouvi uma história que me fez pensar muito sobre isso. Partilho com você:

Conta-se que, há muitos anos, um aristocrata inglês dirigia-se da Escócia para Londres a fim de participar de uma sessão urgente do Parlamento. A sua carruagem ficou atolada na lama e ele estava à beira do desespero quando um jovem camponês apareceu com a sua junta de bois e a puxou para a estrada seca. O homem nobre ficou tão grato que perguntou ao rapaz como lhe poderia agradecer. O rapaz respondeu que não era preciso nada, pois ficava feliz por ter sido útil. Mas o aristocrata insistiu, perguntando-lhe: “Com certeza tens um sonho, ou alguma coisa de que gostarias de realizar na vida?” Então o jovem respondeu: “Sempre sonhei em me tornar médico, mas isso nunca será possível para mim”.

Assista: "Amor com amor se paga", com Eugênio Jorge
Quando o lorde chegou a Londres tomou providências para que o jovem camponês recebesse uma bolsa de estudos e estudasse nas melhores escolas. Anos mais tarde, num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill estava morrendo vitima da gripe pneumônica. Nessa ocasião foi-lhe administrado um novo remédio que lhe salvou a vida. Era a penicilina. O remédio tinha sido descoberto pelo Dr. Alexander Fleming, ninguém mais nem menos do que aquele jovem camponês. E o lorde inglês que lhe tinha dado a bolsa de estudo, era justamente o pai do próprio Winston Churchill.

É interessante observar, ainda mais com a ajuda da história, o quanto estamos interligados uns aos outros e como nossos atos gratuitos de bondade tocam as pessoas que estão à nossa volta. Fica bem claro que a lei da natureza funciona também neste sentido: O que plantamos é isso que vamos colher.

Tudo começou com um simples gesto de bondade da parte de um rapaz do campo. A resposta foi outro ato de bondade, que se tornou benéfico para toda a humanidade. Milhões de pessoas, até hoje, são curadas de doenças terríveis graças à descoberta da penicilina. Ou seja: graças à generosidade partilhada pelo pobre e pelo rico. Este é um exemplo apenas, entre tantos que conhecemos.

É bom saber que não estamos isolados neste mundo! Independentemente da nossa condição, nossos atos têm consequências e podem mudar muitas coisas. Eu, particularmente, já vi realidades difíceis serem mudadas pelos pequenos e constantes gestos de bondade. Poderia citar aqui o caso de um esposo agressivo, sem fé e preso aos vicíos voltar para sua família e tornar-se um homem bom devido ao amor persistente e corajoso de sua esposa, que nunca deixou de o tratar bem e rezar pela conversão dele durante anos.

E a história não para, Deus, que é o Autor da bondade, constantemente bate à nossa porta à espera de que possamos dar um "sim" à generosidade, como fez a Virgem Maria.

O Cardeal Inglês, Seán O'malley, certa vez em visita ao Santuário de Fátima, explicou que foi Nossa Senhora quem, generosamente, abriu as portas da humanidade para Deus entrar pelo "sim" dela. Segundo ele, Deus escolheu colocar o destino de todos os homens nas mãos de uma jovem e contar com a bondade dela para enviar Seu Filho ao mundo e, depois por intermédio d'Ele, nos salvar.

E Maria, completamente livre diante de Deus, poderia ter se apegado aos seus projetos pessoais ou alegado estar ocupada, inclusive com “as coisas do Senhor”, a ponto de não O poder servir e Lhe dizer "não". No entanto, ela foi generosa, aceitou despojar-se de si mesma e, com seu “sim”, permitiu a Deus entrar na nossa história e na nossa família humana. Desta forma, a Santíssima Virgem tornou-se o modelo a ser seguido por cada um que, ao passar por este mundo fazendo o bem, deseja um dia ser reconhecido pelo Senhor como “Benditos do meu Pai [...]” (Mt 25,34).

Hoje, inspirados pelo exemplo da Mãe de Deus e de tantos outros que conhecemos, tenhamos a coragem de optar pelo bem. Isso, sim, vale a pena! O tear da nossa vida precisa de fios coloridos e fortes para dar continuidade à obra começada desde o nosso nascimento. Estejamos atentos e não deixemos passar as oportunidades que temos de praticar o bem, principalmente para com os mais necessitados, sabendo que Deus não improvisa. A bondade ou a maldade que semeamos hoje havemos de colher amanhã.

E viva a generosidade!

Pregação de Eugenio Jorge
Por Dijanira Silva
Apresentadora da Rádio CN FM 103.7 em Fátima Portugal.

A dor humana como lugar de "revelação" O sofrimento nos leva a Cristo

Em sua Carta Apostólica sobre o significado cristão do sofrimento humano (já expressa em nosso trabalho), “Salvifici Doloris” (1984, n° 26), o saudoso Pontífice João Paulo II expressou, com maestria, a ideia enunciada: A dor humana como lugar de "revelação".
“Temos visto, através dos séculos e das gerações, que há no sofrimento um certo poder escondido, ou seja, uma graça especial que leva a pessoa, interiormente, para perto de Cristo. Uma graça particular.
A esta ficaram a dever a sua própria conversão muitos santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, etc. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido salvífico do sofrimento, mas sobretudo que no sofrimento ele se torna um homem totalmente novo”.

De fato, a partir do evento Cruz, a dor humana se tornou um lugar privilegiado de manifestação/revelação do Sagrado, da presença e ação do próprio Deus, que, no mistério de sua Sexta-feira Santa, atrai a si todos os homens (cf. Jo 12,32). E este poder escondido – acima citado pelo Pontífice – presente no mistério da dor, manifesta, concretamente no território humano, a sua graça particular: No “alto do madeiro” o coração do homem sofredor tende a se dilatar e, a consequentemente, se questionar sobre a própria existência e sobre sua finalidade no solo de nosso tempo. Assista: "O sofrimento não é maldição e sim redenção", com padre Reginaldo Manzotti
Precisamente aí ele “pode” – exercendo sua liberdade de criatura – olhar a seu lado e perceber que não está só, pois com ele está também o “Crucificado por excelência”, acompanhando-o em seu sofrer cotidiano e manifestando-Se a ele em expressão máxima de amor/doação por intermédio do emblema de sua dor.

O Crucificado da Sexta-feira Santa se torna presente na dor dos sacrificados do mundo. A paixão do mundo é alcançada e fermentada pela Paixão de Cristo, de modo que o peso da finitude não se torna ocasião de desespero e de condenação, mas caminho de ressurreição e de vida.
Ele, que, por amor à criatura humana e em obediência ao Pai, “foi transpassado” (cf. Zc 12,10; Jo 19,37) pela dor/finitude e pelo abandono, acompanha todos os crucificados de nossa terra, oferecendo a estes um perene sentido para seu sofrer, e inserindo-os em valores que transcendem a imanência (visão encerrada na finitude) própria da criaturalidade humana.
Na cruz do homem o Crucificado se desvela profundamente sob o signo do amor: “mais forte que a finitude e a morte” (cf. Ct 8,6b), e que tudo redime em seu sacrifício de obediência e liberdade.
Assim sendo, a partir de Cristo sofredor, a dor do homem se torna um específico território de revelação de um Deus que não o abandona à mercê de seus próprios dissabores, mas, que segue com ele até o fim de sua “Via Crucis” (Via dolorosa; em seu caminho de sofrimentos). Como consequência de tal compreensão, a dor do homem acaba por manifestar-se como uma perene possibilidade de redenção/salvação e, evidentemente, como um preciso espaço de revelação para os que a experienciam e para toda a humanidade.


Padre Adriano Zandoná

O que é ter e assumir a fé? Como responder à crise de fé do homem.

“Habemus Papam” (Temos Papa): é com estas palavras latinas que se costuma anunciar, da sacada da Basílica de São Pedro, em Roma, a eleição de um novo Pontífice. Elas são também o título de um filme do cineasta italiano Nanni Moretti, lançado no início de 2011, no qual o autor, ateu confesso, tenta pôr a Igreja em xeque-mate.

O enredo é uma comédia: o papa, recém-eleito, é acometido por uma crise de pânico ao ter que assumir uma função sem sentido numa instituição caduca e vazia que sobrevive de fachada. A intenção demolidora do autor pode ser resumida na resposta que o novo papa, trajando roupas civis e em fuga pelas ruas de Roma, dá a alguém que lhe pergunta sobre a profissão que exerce: “Ator!”

Para Moretti, a Igreja Católica se assemelha a uma peça teatral ultrapassada, e suas lideranças, a atores que desempenham friamente um papel que lhes é imposto, mas do qual não entendem o sentido e a validade.

É inútil negar: a “mãe de todas as crises” por que passa atualmente a humanidade é a diminuição ou a ausência da fé. Até mesmo nas religiões fundamentalistas, nas quais as pessoas matam em nome de Deus; o que as move não é o compromisso com uma sociedade fraterna e solidária – suporte de toda crença que se preze –, mas ideologias alicerçadas no medo e na insegurança, que as impedem de dialogar e de conviver com o diferente, visto como ameaça.
Assista: "É preciso ser católico de verdade", com professor Felipe Aquino

Não foi por nada que o Papa Bento XVI convocou a Igreja Católica para dois grandes acontecimentos em 2012. Primeiramente, o Sínodo dos Bispos, a ser realizado durante o mês de outubro, com o tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. E, durante o Sínodo, no dia 11, o lançamento do “Ano da Fé”, comemorando a passagem do 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II (1962/1965). A carta de convocação lembra que «a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar». E conclui almejando «que Deus nos conceda saborear a beleza e a alegria de sermos cristãos!».

O que significa ter e assumir a fé? Uma das respostas mais lapidares dadas pela Bíblia é oferecida pela Carta aos Hebreus: «A fé é a certeza e a posse do que se espera e o conhecimento das realidades que não se veem» (11,1). Nesse sentido, ela não se identifica simplesmente com o sentimento religioso, uma sensação de carência que acompanha o ser humano desde o seu nascimento: sentindo-se pequeno e indefeso diante do desconhecido e das dificuldades, ele busca fora de si – numa força superior – as energias que não encontra em seu interior. Nem se resume a um mero conhecimento intelectual de verdades mais ou menos reveladas, como ensina São Tiago: «Tu crês que existe Deus? Muito bem: mas também os demônios creem e... continuam no inferno» (2,19).

Para não definhar e sumir, a fé precisa ser sustentada por uma constante conversão, manifestada por atos concretos: «A fé que não se traduz em obras, morre» (Tg 2,17). É o que lembram os Bispos latino-americanos, em sua Conferência de Aparecida, em 2007: «Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas, na verdade, a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez. A todos nos toca recomeçar a partir de Cristo, reconhecendo que não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva».

Diante da corrupção e da violência que avançam em toda a parte, cresce o número dos que, a exemplo de São João, veem «o mundo inteiro sob o poder do Maligno». Contudo, sua alegria e seu consolo serão grandes se se deixarem envolver pela certeza que levava o mesmo Apóstolo a bradar: «Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé» (I Jo 5,4.19). Certeza que se fundamenta na ressurreição de Jesus: «Coragem, eu venci o mundo!» (Jo 16,33).



Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados

ENTENDA COMO O ÁLCOOL AFETA O ORGANISMO

Por Alessandra Borges
Produtora Destrave

São muitos os efeitos causados pelo consumo da bebida alcoólica no organismo a longo prazo, principalmente quando este é exagerado.

Para muitos, não há nada melhor do que beber um copo de cerveja bem gelada nos dias quentes ou se sentar num barzinho com os amigos e saborear alguns petiscos com um copinho do lado. No entanto, este hábito rotineiro pode se tornar um vício, ou melhor, um grande vilão para a saúde.

A médica gastroenterologista Márcia Mayumi Fujisawa explica que a bebida alcoólica, ao ser ingerida, produz efeitos diferentes de organismo para organismo dependendo da quantidade.

“A bebida é absorvida em pequena quantidade e de forma lenta pelo estômago, mas de um modo mais rápido pelo intestino, chegando então ao fígado. No estômago, ela pode provocar gastrite aguda”, pontuou Fujisawa.

Segundo a médica, no momento em que a bebida alcoólica atinge o fígado ocorre um processo de metabolização dessa substância pelo organismo, ou seja, depois que ela entra na corrente sanguínea uma série de efeitos começam a surgir. Por exemplo, o rosto fica com uma coloração mais avermelhada, pode haver a aceleração do coração (taquicardia), a pressão sanguínea pode cair um pouco, pode haver uma lentidão dos movimentos e uma sensação de bem-estar e euforia que, dependendo da quantidade ingerida, pode levar a uma fala mais arrastada, dificuldade de caminhar em linha reta e sonolência.


“Além do fígado, todos os outros órgãos ficam comprometidos com doses diárias de álcool”, destaca Dra. Márcia.
Toda ação produz uma reação e com o álcool o processo é o mesmo, e os efeitos variam de pessoa para pessoa de acordo com a quantidade dessa substância presente na corrente sanguínea.

Pesquisas revelam que, a partir de duas latinhas de cerveja, o cérebro já começa a sentir os primeiros sintomas da presença do álcool no organismo. Desta forma, alguém que ingere muitos miligramas de álcool por dia vai apresentar, passadas 6 horas após a ingestão da bebida, sensações desagradáveis, como dor de cabeça, náuseas e vômito, conhecidas popularmente como ressacas.

De acordo com a especialista em gastroenterologia, esse mal-estar acontece porque o corpo passa por uma série de reações químicas por conta da ingestão do álcool, substância tóxica para o organismo, sendo necessário intercalar muito líquido com a ingestão alcoólica para que não ocorra uma desidratação.

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“O fato de ingerir muito líquido diminui a desidratação, uma vez que o álcool é diurético, e ainda pode causar vômito e diarreia”, ressaltou a médica.

É importante saber que quanto mais elevado for o nível de álcool no organismo tanto maiores serão as chances de a pessoa entrar em coma alcoólico.

As funções do cérebro, durante o coma alcoólico, são alteradas, a respiração e a consciência ficam mais lentas e o nível de glicose no corpo reduz. Em alguns casos o paciente com esse quadro clínico precisa ser hospitalizado e receber o apoio do setor de cuidados intensivos.

A ingestão de bebida alcoólica também produz efeitos degenerativos no organismo. Um dos órgãos mais afetados é o fígado, já que é o órgão responsável por retirar o álcool do organismo uma vez que este é ingerido.

Além do fígado, outros órgãos também sofrem as consequências dessa prática, como o estômago por receber grandes quantidades da substância (primeiro órgão a neutralizar essa agressão) e o cérebro que recebe todos os estímulos produzidos por essa substância.

QUANDO O VÍCIO BATE À PORTA

Por Daniel Machado
Produtor do Destrave

O problema da dependência alcoólica é uma realidade no mundo e vem aumentando no Brasil. Segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 78% dos jovens brasileiros bebem regularmente e, deste número, 19% são considerados dependentes do álcool.

“Existe no nosso organismo uma região chamada “sistema de recompensa”, é uma região cerebral responsável pelas sensações prazerosas, ou seja, se uma ação me deu prazer, a tendência é que repitamos aquele ato. O neurotransmissor responsável por estas sensações de prazer é chamado de ‘dopamina’, e o álcool aumenta o estímulo deste neurotransmissor mais do que o natural”, explica o psiquiatra Nilton Lyrio.

Segundo Nilton, cada vez que o indivíduo bebe, a liberação da dopamina vai ficando mais intensa e o organismo tende a querer repetir, em doses maiores, as sensações prazerosas causadas pelo uso frequente do álcool. Daí surge a dependência química.

O alcoolismo é uma realidade entre os jovens
“Há indivíduos que dizem: ‘eu bebo só nos finais de semana, por isso nunca vou ser um dependente’. Mas a pergunta é: ‘você bebe nos finais de semana, mas o faz de forma intensa e compulsiva a ponto de perder a conta do que bebeu?’. Se a resposta for ‘sim’, então você pode ser considerado um dependente, porque não tem controle sobre a substância”, diz dr. Nilton.

No Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a dependência do álcool e muitas são as razões que as levam a se tornarem dependentes. Segundo dr. Nilton, além da frequência no consumo existem pessoas que trazem uma predisposição genética que aumenta a probabilidade do vício. “Se alguém já tem na família um histórico de pessoas com o vício do álcool, ela deve ter um cuidado redobrado, porque pode trazer este gen do alcoolismo”, alerta o psiquiatra.

O tratamento

É preciso a clareza de que a dependência química é uma doença e, como tal, deve ter acompanhamento profissional. O dependente precisa entender que está doente e querer ajuda. No entanto, um fator importantíssimo na recuperação do indivíduo é o apoio familiar. “A família precisa ter paciência e ser presença na vida deste jovem para que ele entenda que a dependência do álcool é uma doença”, diz a psicóloga Elaine Ribeiro.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O Pai vai em busca de Seus filhos

Quando Adão e Eva pecaram, tiveram vergonha e medo do Senhor, por isso se esconderam. “O homem e a mulher se esconderam do Senhor Deus no meio das árvores do jardim” (Gn 3,8). É o que, muitas vezes, fazemos quando pecamos; nós nos escondemos de Deus por vergonha e medo, por não nos considerarmos dignos de Sua presença em nós. É fácil nos considerarmos indignos do Senhor quando temos os olhos fixos somente em nossos erros, naquilo que não deu certo. Deus, porém, se mostra o contrário: “Quando ouviram o ruído do Senhor Deus, que passeava pelo jardim à brisa da tarde, o homem e a mulher esconderam-se do Senhor Deus no meio das árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem e perguntou: ‘Onde estás?’” (Gn 3, 8-9). Ele vai à procura do homem. Esse passeio de Deus, no jardim, já prefigura Sua busca por nós pecadores. O Senhor não olha para o que ficou de errado em nós, mas para o que pode dar certo. Uma das mais belas e conhecidas passagens da Sagrada Escritura, que relata o amor de Deus por nós pobres e pecadores, é a do filho pródigo. O pai vai ao encontro do filho que se perdeu em seus prazeres egoístas. “Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: ‘Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado’. E começaram a festa” (Lucas 15,18-24). O que fez o filho se arrepender foi lembrar-se de tudo o que o pai já lhe havia feito. Deus não se cansa de manifestar o Seu amor por cada um de nós. O pai, ao ver o filho voltando para a casa, “correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos”. O pai foi ao encontro do filho; Deus vai ao nosso encontro. Amor que nãos e cansa de amar Jesus faz, dessa passagem, uma referência de como é o amor misericordioso do Pai para seus filhos, ou seja, para conosco. Mas onde entra a busca de Deus por nós? “Estava perdido e foi encontrado”. Só encontra quem procura, logo, o Pai vai à nossa procura, mesmo que, em nossa história, muitas coisas não tenham dado certo. Ele vai ao nosso encontro nos vendo como gente e não como pecado. Mas como o Pai procura o filho se este é quem volta para Aquele que o amou primeiro? Por meio da Sua manifestação de amor. “O Senhor não olha para o que ficou de errado em nós, mas para o que pode dar certo” Deus vai ao nosso encontro com uma Palavra viva, mexe com as estruturas do nosso coração e nos faz sentir arrependimento. Esse arrepender-se é a consciência de que magoamos o amor do Pai, mas também é a saudade desse amor. Na luz dessa Palavra, que vem ao nosso encontro, nós enxergamos o Amor do Pai em nós e sentimos saudade d’Ele [Deus]. A partir desse encontro pessoal com o Pai, acontece, em nosso coração, a ressurreição, a reinauguração da nossa vida. A partir dessa experiência, percebemos que ela tem jeito sim, pois nascemos para dar certo. O Pai tem saudade de nós! A música “Abraço de Pai” fala dessa saudade: “Nas tardes encontrou saudade em meu lugar”. Ele nos espera. Voltar para os braços paternos não é questão de dignidade, mas é reconhecer o Seu amor por nós. É questão de decisão. Todas as manifestações de Deus são formas que Ele usa para nos buscar, pois “essa é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia” (João 6, 39). O Pai nos busca de volta por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Deus sabe tudo de nós, porque a Sua ótica de amor é infinitamente superior à nossa. Por isso, somos mais do que os nossos olhos podem ver. O Senhor espera por nós! Ele já nos encontrou, só precisamos tomar a coragem de voltar a Ele. Amém.

Dom da Amizade de Deus!


Namorar com os olhos no futuro


Um relacionamento sadio e duradouro é construído com bases sólidas quando sabemos viver, corretamente, todas suas etapas. E nesta caminhada, é essencial que o casal tenha os olhos voltados para Deus.



Afinal, você é responsável pela santificação do(a) seu(a) namorado(a) ou noivo(a). Este é um caminho de descobrimento, que não se faz sozinho, mas sim com unidade e comunhão, assim como explica o autor Dado Moura no seu artigo “Namorar com os olhos no futuro”.

“Para evitar surpresas desagradáveis no casamento, o namoro nos garante um período em que nos empenhamos para descobrir se a pessoa com quem estamos convivendo manifesta sinais de viver um mesmo propósito de uma vida comum. Ainda que não tenhamos, neste relacionamento, a certeza de que o(a) namorado(a) será o futuro esposo(a), somos convidados a fazer pequenas renúncias em favor do outro enquanto convivemos”, afirma o escritor.

É preciso ter em mente que a verdadeira entrega requer trabalho e o processo de conquista deve ser encarado como um desafio diário. Até porque, levando-se em consideração que o casal veio de ambientes e culturas distintas, obstáculos e diferenças sempre vão existir.

“Amar é dedicar-se pela conquista do outro dia após dia; o casal de namorados precisará aprender a trabalhar também em suas diferenças, assim como, nas reivindicações manifestadas pelo outro. Essas e outras adaptações têm como objetivo trabalhar naqueles hábitos e/ou comportamentos que não agradam ao outro, a fim de que o namoro amadureça. Assim, o casal chegará à conclusão de que aquela pessoa com quem se relaciona traz virtudes que correspondem aos interesses comuns para viver o vínculo do matrimônio”, ensina o autor.

Como viver cada momento


Em nossa vida há grandes momentos de festa, de alegrias, de encontros, de visitas. É importante que aconteçam esses momentos para retemperar as nossas forças, razão pela qual devemos vivê-los intensamente, porque fazem parte da nossa caminhada terrena.

No entanto, não podemos perder de vista o nosso dia a dia simples, feito de pequenos gestos, de lutas, vitórias, sofrimentos, quedas e retomadas porque Deus nos dá uma graça própria para cada momento a fim de que vivamos santamente, como Ele nos ensina nas Sagradas Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo” (I Pd 1,16). Todos os momentos da nossa história são importantes para o nosso crescimento e santificação, tanto os dolorosos como os felizes; não podemos deixar de lado nenhum deles.

Diante de muitas situações ao longo do dia nos perguntamos: “Como devo agir?” Há uma regra de ouro no Evangelho que pode conduzir toda a nossa trajetória: “Tudo o que quereis o que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12). Ao vivermos guiados por essa verdade nossa existência adquire um verdadeiro e edificante sentido e, dessa forma, vamos nos santificando pouco a pouco.

Senhor, ensina-nos a viver bem cada instante da nossa vida.

Jesus, eu confio em Vós!

Para Pensar


Às vezes construimos grandes sonho em cima de grandes pessoas, depois percebemos que grandes eram só os sonhos, pois as pessoas eram pequenas demais.
Mesmo estando no caminho certo, se ficar sentado será atropelado.
Suba na vida, mas não faça das pessoas o degrau.
A vida é uma festa: a gente chega depois que começou, e sai antes que acabe.
A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.
Quando estás certo, ninguém se lembra; quando estás errado, ninguém esquece.

O preço do amor...



Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

- Cortar a grama do jardim: R$3,00

- Por limpar meu quarto esta semana R$1,00 - Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00

- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia àscompras R$2,00

- Por tirar o lixo toda semana R$1,00

- Por ter um boletim com boas notas R$5,00

- Por limpar e varrer o quintal R$2,00

- TOTAL DA DIVIDA R$16,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa.

Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA

- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA

- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA

- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA

- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA

- Por limpar-te o nariz - NADA

- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas.

Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!!!"

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:

"TOTALMENTE PAGO".

Assim somos nós adultos, como crianças, querendor recompensa por boas ações que fazemos.

É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus.

E para nossa sorte é GRATIS. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas!

Que DEUS, abençôe todos vocês no dia de hoje (e sempre), e não devemos esquecer do AMOR universal que nos é cedido pelo PAI !

Deus tem uma Resposta para você!





Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)

Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)

Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)

Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)

Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)

Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei"

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Será que sou viciado em sexo?

O que significa ter um vício sexual? Quando se é viciado em sexo? Aqui apresentamos, de forma concisa, algumas das principais características para reconhecer o vício sexual. Neste artigo, quero falar o que constitui este problema e, ao longo do texto, você poderá se dar conta se está vivendo este drama sem saber.

Antes de mais nada, gostaria que considerasse esta ideia: suas ações não definem quem você é. Por isso, não é apropriado dizer: “Eu sou um viciado em sexo”. Isso seria um rótulo falso e perigoso imposto por você mesmo, o qual poderia levá-lo a não querer mudar, dizendo “sou assim mesmo, não tenho jeito”.

Você não é um viciado em sexo, mas alguém que, em muitas situações e mecanismos de defesa quase automático, procurou em romances e nas relações sexuais uma válvula de escape para resolver os seus problemas. Essas situações podem ser tratadas com acompanhamento profissional apropriado, mas não sendo “anestesiadas” com o sexo. Vale a pena ir no profundo da questão.

Se quiser continuar vivendo como está, pode ser até mais confortável e gratificante, mas no fundo o sexo não é a resposta que você quer. Por quê? Vou usar um verbo forte: porque o escraviza. Você será amarrado a uma compulsão que lhe roubará os desejos, os sonhos e projetos. Se você está vivendo um ‘vício sexual’, eu quero ajudá-lo a sair dele, porque há uma saída.

Nesta primeira abordagem, vamos começar com algumas perguntas. Por favor, tente respondê-las honestamente:

Você sente necessidade de, constantemente, procurar novos romances ou relacionamentos?

Você escolhe, frequentemente, parceiros que são abusivos ou emocionalmente ausentes, ou até mesmo pessoas que aparentam problemas emocionais ou psicológicos?

Você usa a sedução, sexo e intrigas para assegurar o seu parceiro, ou seja, para que ele seja comprometido, ligado e amarrado a você?

Depois de conseguir o que quer sexualmente (ter um relacionamento, masturbar-se, ver pornografia), você se sente insatisfeito, infeliz, desesperado ou solitário?

Depois de ter se arrependido ou ficado envergonhado do sexo e jurado nunca mais fazer isso, você torna a fazê-lo em breve?

Você confunde amor com experiência sexual?

Às vezes, busca o sexo para poder escapar de seus problemas, ansiedade, solidão, tristeza e abandono?

Você executa atos sexuais quando se sente deprimido, irritado por alguma contradição, envergonhado por uma falha etc.? Você mantém suas atividades sexuais em total sigilo, como uma vida dupla?

Você já correu alguns riscos em suas atividades sexuais (de contrair doenças, perder o emprego ou a fama, destruir sua família, escandalizar o próximo etc.), mas apesar disso o fez tranquilamente?

Tem sentido a necessidade de aumentar as atividades sexuais (mais vezes, mais intenso ou mais arriscado) simplesmente para manter o mesmo nível de excitação e prazer que sentia no início?

Na sua vida sexual, o medo é misturado com o desejo da sexualidade?

Em suas atividades sexuais, violaram suas convicções pessoais?

Talvez uma ou algumas das perguntas tenha mexido em algo no seu interior. Você sente que perdeu o controle? Pode ser que esteja fazendo coisas da qual não gosta, mas “o corpo pede”.

Alguma coisa acontece com você. Acredita que tem o controle, mas, cada vez que tenta parar, percebe-se novamente preso no vício. Você pensa “eu não preciso de ajuda”?

Libertando-se de ser uma “marionete”

As pessoas se aniquilam por causa de um padrão que o mundo criou. Elas deixam de ser o que são para ser o que todo mundo é. Mas e o caráter? Muitos se deixam influenciar por um padrão criado pela sociedade, no qual vivem de forma mais conveniente ao momento. Se mais uma “modinha” é lançada, essas pessoas logo vão atrás. Afinal, elas têm de seguir o fluxo, porque ser fora de moda é terrível!

As pessoas não são aceitas se não seguirem a moda, isso as leva a uma série de problemas, inclusive à depressão. Mas por que isso acontece? Porque não somos fortes o suficiente para ser como queremos, pois se não dermos conta de seguir o ritmo da sociedade, ela nos excluirá. Por isso temos que nos esforçar para sermos exatamente o que ela (a sociedade) quer. Malditas marionetes que somos!

O detalhe é que a sociedade criou um padrão, um tanto indigno, para o homem e para a mulher. A televisão nos influencia, a todo tempo, a viver uma vida completamente desregrada. Isso é relativismo, pois vivemos só o que queremos e achamos que é certo; o que, na verdade, é uma mentira, porque não vivemos o ideal, mas o que nos convém no momento, mesmo não sendo certo.

Ainda há o lema “Carpe Diem”, que significa “aproveite o dia” como se fosse o último, porque, afinal, pode ser que morramos sem aproveitar a vida. Induzem-nos a uma vida sexual ativa antes do casamento, pois fazer sexo só depois do casamento é “coisa antiga”. Dizem: “Vai que nos relacionemos, mas, na hora H, não gostamos do marido ou da mulher?” Fala sério! Não isso o que a sociedade nos coloca?

Livres ou escravos da beleza?

Saibamos aproveitar as oportunidades da vida, mas não vivamos tudo sem pensar nas consequências, pois o amanhã é, sim, resultado do que vivemos hoje. Então, não façamos sempre dos nossos dias os últimos, ao contrário, experimentemos dar sequência aos nossos planos. O sucesso vem da caminhada. O lema “Carpe Diem” nos leva para o fundo do poço, porque, sem um percurso não se chega a lugar nenhum.

A sociedade nos convida a viver tempos modernos. Ninguém é de ninguém e podemos o que quisermos, inclusive manter uma vida sexual completamente desregrada, afinal ter um relacionamento casto é coisa de gente doida, não é mesmo?! Consequência disso são as gestações na adolescência. No entanto, nessa hora, o que a sociedade faz? Discrimina ou convida a jovem ao aborto. Dizem a elas: “Ah, você vai estragar o seu corpo, deixa de bobagem e tira [o bebê]!” Não é assim?

“O lema ‘Carpe Diem’ nos leva para o fundo do poço, porque sem percurso não se chega a lugar nenhum.”

Induzem-nos a viver uma vida desregrada, mas quando estamos “na onda” e as coisas não dão certo, eles não nos acolhem; ao contrário, nos maltratam, nos discriminam. Isso também acontece com os viciados que, antes do vício, eram normais e aceitos.

Galera, já passou da hora de pararmos de fazer o que a sociedade deseja. Quer copiar um modelo? Quer seguir um molde? Siga o que a Igreja nos convida, porque ela não faz de você uma marionete, mas um santo. Somos convidados a viver a uma vida santa.

Se você tem neurônios, coloque-os para funcionar, por favor, e pare de agir de acordo com o momento. Sei que muitos vão dizer que é radicalismo o que a Igreja propõe, mas temos de entender que é radicalismo para quem se acostumou a ser usado e a seguir o padrão mundano. A grande verdade é que ser cristão não é para os fracos, mas para os fortes e persistentes.

Deixe de ser essa marionete que as pessoas e o mundo manipulam. Renuncie a esses pensamentos e desejos mundanos que só o levam a uma perdição cada vez maior. Seja um molde lindo, dê bons frutos e acolha aqueles que o mundo exclui.

Seja um bom cristão!

Deus abençoe a todos!

Foi um tombo, não a derrota!

Quantas vezes nos sentimos fracos frente a alguma situação? Quantas vezes nos sentimos caídos devido a um ato cometido? São diversas as lembranças que nos vêm à memória diante dessas perguntas, pois todos nós, em algum instante da vida, nos sentimos derrotados pelo inimigo, porque recorremos às alegrias do mundo, às coisas humanas. Mas isso não nos faz indiferentes às coisas de Deus, pois são elas que devemos buscar sempre, porque, certamente, nos trará felicidade eterna.

Nossas quedas nos fazem lembrar de nossa pequenez humana, nos fazem lembrar também que somos finitos e que o pecado está entre nós. Mas uma queda ou um fracasso não deve ser a última história a ser contada em nossa vida.

Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa qual foi o pecado dela, o que de errado ela cometeu; pelo contrário, está escrito: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8). Com a certeza da misericórdia de Deus, podemos levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, buscando ser melhores em Deus para, assim, poder alcançar a glória que está em Nosso Senhor.

Na Quarta-feira de Cinzas nos é dito: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Veja que, mais uma vez, Jesus lhe faz um convite sem olhar seu passado, sem olhar suas quedas, por isso Ele nos chama à conversão, pois sabe que, por sermos pecadores, precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos converter, ou seja, deixar as coisas terrenas para encontrar sempre as coisas do Alto.

“Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa qual foi o pecado dela”

Ele ainda nos pede, novamente, que creiamos no Evangelho, pois o Senhor disse: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,33). Essa é a promessa de Cristo para nós. Creia na Sagrada Escritura, pois são Palavras de salvação e Deus sempre cumpre o que nos promete.

Estamos, neste mundo, vulneráveis às investidas do maligno, mas este não é nosso lugar. Viemos e seremos provados; a nós será apresentado todo tipo de sedução, a fim de que nos desviemos do caminho de Deus. No entanto, temos de nos manter firmes na fé, superar os tombos e nunca aceitar a derrota. Fiéis a Cristo Jesus, sejamos confiantes!

Padre Léo - Buscai as Coisas do Alto

Milagre de Lanciano: "desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana"




Há mais de 12 séculos deu-se o primeiro e mais prodigioso Milagre Eucarístico da Igreja Católica.

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio, e entre eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge num novo Tomé. A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes.

As relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo. A partir de 1713 até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.

Foi em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises:

"A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário."

Antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos: "E o Verbo se fez Carne!". É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós."

Mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal divino de que no Sacramento da Comunhão está o alimento da nossa esperança nas Promessas de Cristo para nossa Salvação: "Aquele que come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." (Jo 6,55).


Texto de São Tomás de Aquino,
adaptado por professor Felipe Aquino

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O que faço com minhas decepções!








Sobre a mensagem de hoje, tudo depende da escolha que nos sentimos capazes de fazer! O problema é que ninguém foi educado e criado para lidar com as decepções, embora, estas façam parte de nossas vidas. Entretanto, decepções e conflitos também podem nos construir; de maneira que ainda dá tempo de aprendermos com essas dificuldades; se quisermos, é claro!

Só aprenderá com a vida e suas inevitáveis decepções, sofrimentos e frustrações, quem estiver decidido e interiormente disposto a tornar-se mais sábio à medida que essas dores forem acontecendo. Desejar sempre aprender é o grande segredo!

É assim que o sofrimento pode nos destruir ou nos construir. O que você escolhe?

A oração potencializa a nossa visão



Em todos os momentos precisamos pedir ao Senhor que nos direcione, para que em tudo a vontade d’Ele se faça em nossa vida. Nós não temos a visão plena das coisas; e nem sempre o que se apresenta como sendo bom diante dos nossos olhos é bom, de fato

Nós não conseguimos enxergar além das aparências, por isso podemos nos equivocar facilmente. Somente com o auxílio da graça de Deus podemos fazer escolhas acertadas. São Pedro, ao propor a escolha de um novo apóstolo para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, antes de tudo orou ao Senhor, para que fosse escolhida a pessoa certa: “Senhor, tu conheces os corações de todos. Mostra-nos qual destes dois escolhestes para ocupar, neste ministério e apostolado, o lugar que Judas abandonou para seguir o seu destino! Então tiraram a sorte entre os dois. A sorte caiu em Matias, o qual foi juntado ao número dos onze apóstolos”.

Aprendamos hoje com o grande apóstolo a orar ao Senhor em todos os momentos da nossa vida, para que o sonho de Deus a nosso respeito se realize plenamente.

Senhor, ensina-nos a rezar incessantemente, para que não nos desviemos da Sua vontade.

Jesus, eu confio em Vós!

Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade



Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo durante toda a Sua caminhada terrena e, assim, também deve ser a nossa vida. Há uma grande sede de liberdade em nós, e a melhor forma de a vivenciarmos é deixando-nos guiar pelo Espírito Santo, “porque onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (II Cor 3,17b).

Muitas vezes, deparamos com certos sentimentos confusos em nosso interior e necessidades cuja origem desconhecemos. Nessas horas devemos pedir ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio e nos mostre a razão pela qual está acontecendo, porque Ele nos conhece verdadeiramente e sempre vem em socorro da nossa fraqueza.

Invoquemos hoje o Espírito Santo Paráclito de todo o nosso coração para que vivamos a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.

Vinde, Espírito Santo! Vinde com força, vinde com poder!

Jesus, eu confio em Vós!

Refletindo sobre o amor




Que todo mundo gosta de amar e ser amado é um fato. Refletindo sobre isso, concluí que, quando amamos alguém fazemos tanto por essa pessoa que tentamos agradá-la de todas as formas. Nós nos esforçamos ao máximo para fazer feliz a pessoa que amamos, mas se ela não corresponder ao nosso amor, sofremos demais.

Ninguém é obrigado a amar alguém. O amor precisa ser totalmente voluntário.

Temos uma necessidade de fazer pelas pessoas o que for do desejo do nosso coração, mas isso porque queremos que ela se sinta bem conosco, não por querer que ela nos retribua. Um exemplo de amor perfeito é o de Jesus por nós.

O Senhor nos amou primeiro; Ele pede que O amemos, mas não nos obriga a amá-Lo. É buscando o amor de Jesus que vamos conseguir a salvação. Deus não precisa de nós, somos nós que precisamos d’Ele! Amá-Lo é um convite e quem ganha por aceitá-lo somos nós!

“É buscando o amor de Jesus que vamos conseguir a salvação” Isabele

O Senhor não nos obriga a nada. Ele fez tudo o que fez por amor a nós, porque, diferente do amor que costumamos sentir pelo próximo, o d’Ele é perfeito e único. Jesus nos convida a conhecê-Lo, buscá-Lo e segui-Lo. A partir daí, estejamos certos de que vamos descobrir como é o verdadeiro amor. Então, vamos amá-Lo não porque Ele nos obrigou, mas porque nos cativou e nos seduziu. Jesus vai nos deixar loucamente apaixonado por Ele; daí, não vamos nos aguentar de tanto amor e vamos querer retribuir tudo isso. Nossa retribuição não será somente em agradecimento, pois já não caberá, em nosso coração, o desejo de ser d’Ele, de dividir com Ele esse amor que transborda em nós.

Quer fazer essa experiência? Prepare-se, porque você nunca mais vai se sentir a mesma pessoa e nunca mais vai querer migalhas do amor de ninguém. O amor que Deus tem por nós é tão grande que vai nos preencher por completo. Não vamos sentir necessidade de que alguém nos retribua amor nenhum, não vamos ficar mendigando o amor de ninguém.

O amor de Jesus é um exemplo perfeito! Então, refletindo sobre tudo isso, que possamos aprender a amar como Jesus ama. Que possamos aprender a amar o próximo com um amor puro, sem interesses!


O que significa amar de verdade?







Amar faz bem, mas não é fácil amar de verdade. O verdadeiro amor exige o sacrifício de se perceber dependente dos outros para ser feliz. Quem vive sozinho sofre para descobrir os porquês dos seus medos e não percebe que a falta de amor os priva de enxergar esperança no caos, alegria na dor e crescimento no erro. O verdadeiro amor só se torna uma realidade na vida de quem soube compreender aqueles que precisam ser amados.

Os pais sabem que nenhum filho é mais importante do que o outro, no entanto, o filho mais complicado acaba recebendo mais carinho, mais atenção. Esse é o desafio de todos nós: amar de verdade, mesmo a quem não merece, mas ainda sim se engrandece. O amor que damos àqueles que não merecem serve de “combustível” para alimentar a relação. Uma vez abastecidos de amor, os seres errantes se perceberão aceitos do jeito que são e terão razões de sobra para acreditar na vida.

Amar, de verdade, é ter a capacidade de enxergar o outro acima da superficialidade. Nossos olhares apressados nos impendem de ver a beleza escondida atrás das imperfeições. Ninguém consegue amar se primeiro não se humanizar, colocar-se no lugar do outro e fazer para ele aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. O verdadeiro amor só sobrevive onde há compreensão; a condenação é o meio mais fácil de impedir o seu crescimento.

“Amar, de verdade, é ter a capacidade de enxergar o outro acima da superficialidade”

Ama de verdade quem parou de pensar só em si para se ocupar em fazer alguém feliz. Já vi muitas receitas de felicidade, mas nenhuma é tão eficaz como a iniciativa em ser útil aos outros. Abraçar quem não merece ser abraçado e olhar nos olhos de quem insiste em nos condenar. Nossa felicidade só se torna real quando é partilhada com alguém, e é por isso que, mesmo no meio da adversidade, os que conseguem superar as diferenças alcançam a verdadeira paz.

Se amar fosse fácil não veríamos tanta gente correndo atrás de falsos amores. São essas as válvulas de escape que o mundo nos oferece para tentar disfarçar em nós a falta de amor. As grandes festas são uma prova disso. Enquanto o momento acontece, tudo parece estar resolvido dentro da gente, mas, depois que a festa acaba, a vida volta à normalidade e percebemos que o vazio em nós continua monstruoso.

Nada consegue suprir a falta do verdadeiro amor; só ele é capaz de dar vida à nossa vida que, muitas vezes, perde a cor por culpa de nossa teimosia em amar só um pouquinho com medo de se decepcionar.