O coração humano é um grande sinaleiro
Um dos sinais de trânsito mais conhecidos é o semáforo. Este sinalizador é de fundamental importância para a segurança dos pedestres e dos motoristas. Desobedecê-lo é colocar em risco a própria vida e também a de outras pessoas. Muitos já desobedeceram ao que o semáforo indicava e o resultado não foi bom. Ou foram vítimas de um acidente ou então receberam uma multa.
Segundo o Código Nacional de Trânsito, avançar um sinal vermelho é uma violação gravíssima às normas impostas. O motorista que comete tal falta perde sete pontos em sua carteira de habilitação. Diante de tal gravidade que pode ocorrer quando o sinal está vermelho, melhor será para o condutor do veículo obedecer.
No entanto, sabemos que nem todos os motoristas e pedestres respeitam os sinais de um semáforo. Diante da imprudência de tal atitude o resultado nem sempre é positivo. Muitos já perderam a vida e outros tantos a roubaram de seus semelhantes. Atitudes inconsequentes têm resultados trágicos.
O coração humano é um grande semáforo. Ele nos indica qual a postura que devemos ter diante das mais variadas situações da vida. Porém, é preciso reconhecer as cores que nos indicam o que devemos fazer diante das encruzilhadas de nossas opções!
Sinal vermelho do semáforo do nosso coração indica que é tempo de parar. A pressa em chegar pode nos fazer provar o amargo das emoções que ainda estão verdes. Ultrapassar o sinal vermelho é arriscado e perigoso. Podemos causar acidentes que deixarão graves sequelas no coração de quem não era culpado.
Respeitar o pedestre é sempre prioridade nas leis de trânsito. Nas leis do coração a mesma atitude é fundamental. Respeitar aqueles que cruzam as esquinas de nossa alma e caminham lado a lado conosco é atitude de um cristão consciente!
Sinal amarelo é sempre de atenção. Olhar para os dois lados da vida e ver qual deles nos oferece mais segurança! Parar e observar se a nossa pressa não poderá ser interrompida por alguém que vem em alta velocidade e ainda não aprendeu a respeitar os semáforos de nosso coração é imprescindível. Buscar a segurança necessária para que não sejamos vítimas de nossos próprios descuidos é cuidar com atenção de nosso coração.
A esperança é verde. Quando o semáforo de nossa alma nos indicar que podemos seguir em frente não hesitemos. Com segurança poderemos trilhar os mais belos caminhos e descobrir as mais lindas paisagens escondidas nas curvas de nossa alma.
Há muitos corações congestionados com sentimentos confusos. Há ainda semáforos queimados que precisam ser trocados. Um semáforo que não serve para nos indicar com segurança o nosso caminho se torna sucata. Jesus é o grande Semáforo da nossa vida. Ele nos indica qual é o melhor caminho que devemos seguir.
Nem sempre o verde da esperança estará nos indicando que podemos seguir em segurança. O vermelho do proibido, muitas vezes, vai salvar nossa vida de tristes acidentes emocionais. A atenção do amarelo vai nos garantir que precisamos parar e olhar para a vida com mais cuidado.
Para a pecadora arrependida o vermelho da hora de parar foi aceso. O jovem rico recebeu o sinal amarelo da atenção: era preciso parar e rever as escolhas que estava fazendo. Judas estava com o semáforo de seus sentimentos quebrado. Não havia prestado atenção que o sinal amarelo indicava o vermelho que iria chegar. Não olhou e foi atropelado pelos próprios erros. Maria Madalena descobriu em uma manhã de ressurreição o sinal verde de novas possibilidades.
Nos semáforos do coração encontramos a segurança necessária para caminharmos pela vida de mãos dadas com um tempo novo. Jesus nos dá sinais de trânsito livre e seguro no cotidiano dos congestionamentos de nossa alma.
Padre Flávio Sobreiro
Radio Betitudes
http://www.radiobeatitudes.com/site/online.php
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Um coração cheio de Deus
A conversão autêntica é inseparável da alegria
“Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, sente em si mesmo uma suavidade e uma doçura que inebriam e uma luz maravilhosa que o envolve”. (Santo Cura d’Ars (1))
São Pedro Apóstolo, de forma magistral, nos aconselha: “Santificai Cristo em vossos corações” (1Pd 3,15). Sim, quando nosso coração está santificado e pronto para entronizar Cristo como Senhor (1Pd 3,15), a nossa vida está totalmente pronta para viver a alegria de Jesus (Lc 6,45).
Em nosso coração não há espaço para outra coisa senão para o amor de Jesus (Jo 14,21) que nos é derramado pelo Espírito Santo (Rm 5,5). Desse modo, temos um novo coração (Ez 36,26) cheio de uma alegria que ninguém pode tirar de nós (Jo 16,22).
Alguém da sua casa, do seu círculo de amizades, do seu trabalho, ou da sua escola já perguntou o motivo da esperança e da alegria que você tem demonstrado (1Pd 3,15)? Você acha estranha esta pergunta? Saiba que a nossa vida em Cristo e o nosso amor por Ele não conseguem ser mantidos apenas dentro do nosso coração santificado, pois eles se avolumam e extravasam pelo nosso corpo todo. Essa alegria transbordante flui por meio de nós (cf. Jo 7,38; 4,14) e vai contagiar esse mundo triste, ressequido e carente das águas vivificantes do Espírito Santo (cf. S1 63,2).
Amados irmãos e irmãs, vamos santificar Jesus em nossos corações (cf. 1Pd 3,15). Vamos dar testemunho, com nossas palavras e com nossas ações, da alegria que há em nossos corações (Lc 6,45). Vamos motivar as pessoas a buscar Jesus e encontrar a Sua alegria (Fm 20).
“Para São João Bosco, a conversão autêntica é inseparável da alegria; nem pode ser diferente, pois consiste em acolher Jesus e o Seu Santo Evangelho de que Deus é o nosso Pai e nos ama para sempre”.
Padre Inácio José do Vale
“Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, sente em si mesmo uma suavidade e uma doçura que inebriam e uma luz maravilhosa que o envolve”. (Santo Cura d’Ars (1))
São Pedro Apóstolo, de forma magistral, nos aconselha: “Santificai Cristo em vossos corações” (1Pd 3,15). Sim, quando nosso coração está santificado e pronto para entronizar Cristo como Senhor (1Pd 3,15), a nossa vida está totalmente pronta para viver a alegria de Jesus (Lc 6,45).
Em nosso coração não há espaço para outra coisa senão para o amor de Jesus (Jo 14,21) que nos é derramado pelo Espírito Santo (Rm 5,5). Desse modo, temos um novo coração (Ez 36,26) cheio de uma alegria que ninguém pode tirar de nós (Jo 16,22).
Alguém da sua casa, do seu círculo de amizades, do seu trabalho, ou da sua escola já perguntou o motivo da esperança e da alegria que você tem demonstrado (1Pd 3,15)? Você acha estranha esta pergunta? Saiba que a nossa vida em Cristo e o nosso amor por Ele não conseguem ser mantidos apenas dentro do nosso coração santificado, pois eles se avolumam e extravasam pelo nosso corpo todo. Essa alegria transbordante flui por meio de nós (cf. Jo 7,38; 4,14) e vai contagiar esse mundo triste, ressequido e carente das águas vivificantes do Espírito Santo (cf. S1 63,2).
Amados irmãos e irmãs, vamos santificar Jesus em nossos corações (cf. 1Pd 3,15). Vamos dar testemunho, com nossas palavras e com nossas ações, da alegria que há em nossos corações (Lc 6,45). Vamos motivar as pessoas a buscar Jesus e encontrar a Sua alegria (Fm 20).
“Para São João Bosco, a conversão autêntica é inseparável da alegria; nem pode ser diferente, pois consiste em acolher Jesus e o Seu Santo Evangelho de que Deus é o nosso Pai e nos ama para sempre”.
Padre Inácio José do Vale
Bateu aquela tristeza?
As expressões "estou triste" ou "estou deprimido" parecem tão comuns em nossos dias, mas pouco paramos para pensar no que nos leva a esses *estados de tristeza*. Mais ainda: algumas pessoas pensam tanto nela, que alimentam, eternamente, um sentimento que, usualmente, representaria e expressaria apenas uma fase passageira de sua vida.
Situações difíceis e estressantes exigem de nós uma capacidade de adaptação que nos permite voltar a alcançar um estado emocional normal. Pensar naquilo que é positivo é uma forma de superar os momentos de tristeza sem negá-los, mas, também, sem valorizar fortemente tal situação. Buscar atividades sociais, esportivas e de lazer também são formas externas de lidar com este sentimento. Estar triste e sentir tristeza são condições psicológicas que fazem parte da vida humana, e não há por que temer vivenciar tal estado. Sentir dor pela perda, viver o luto, terminar um namoro, ter frustrações nas amizades e experimentar que a vida não é feita só de alegrias é o conjunto dinâmico e equilibrado da vida. Porém, muitas vezes, desenvolvemos respostas emocionais negativas e, a partir delas, tudo torna uma tristeza constante; ou mesmo criamos nossos filhos deixando-os “protegidos” de qualquer ameaça.
Depressão é muito mais do que uma tristeza, mas esta, se for cultivada e excessivamente valorizada, pode se tornar uma doença. Ficar triste faz parte da vida, não precisa de tratamento e nos permite experimentar o lado bom e o ruim da vida. Muitas pessoas evitam, a todo custo, o sofrimento ou mesmo evitam que as pessoas ao seu redor sofram. Com isto, apenas alimentam uma vida de conto de fadas. O tempo da tristeza é relativo e está bastante relacionado ao tipo de situação que vivemos.
Por outro lado, pense no seguinte: nosso tempo nos coloca um ritmo para que vivamos os processo de vida sem dor, sem sofrimento e com muita rapidez. Não admitir a armagura é um mecanismo de defesa, algo que nos protege, que faz com que evitemos as situações. O que a tristeza tem para nos ensinar? Nem toda melancolia é depressão, nem tudo é curado com remédios. Encarar as situações negativas com serenidade, observando os fatos e as consequências é muito importante. Quando admitimos que somos parte de um problema, podemos rever nossas atitudes e crescer. Ao fazer o papel de vítima – que pode ser mais confortável e bastante cômodo – não assumimos nossas culpas e “terceirizamos” nossos os problemas. Sempre haverá um culpado, uma situação difícil ou coisa assim. Mas vale lembrar também o quanto algumas pessoas têm uma visão extremamente negativa de si, sem perceber nada de positivo no que fazem, olhando o mundo por um olhar altamente crítico, negativo; apenas valorizando as desolações. A sastifação é feita de frustrações, de perdas e dores. Evitar o sofrimento é como “negar” uma parte importante da vida e experimentar apenas o imediato, a necessidade urgente de estar melhor, as ale grias de um mundo que cultiva o imediatismo e o prazer de uma vida fácil. Nesta reflexão, faço a você um novo convite: que possamos dar um significado às tristezas da vida sem fugir delas, mas saindo fortalecidos desta batalha, superando as dificuldades do momento, valorizando as experiências e retomando o ciclo normal de nossas vidas. Não há solução fácil, mágica ou imediata, mas é algo possível a partir da nossa iniciativa e nosso empenho, com uma forma diferente de encarar a vida.
Comunidade Canção Nova.
Situações difíceis e estressantes exigem de nós uma capacidade de adaptação que nos permite voltar a alcançar um estado emocional normal. Pensar naquilo que é positivo é uma forma de superar os momentos de tristeza sem negá-los, mas, também, sem valorizar fortemente tal situação. Buscar atividades sociais, esportivas e de lazer também são formas externas de lidar com este sentimento. Estar triste e sentir tristeza são condições psicológicas que fazem parte da vida humana, e não há por que temer vivenciar tal estado. Sentir dor pela perda, viver o luto, terminar um namoro, ter frustrações nas amizades e experimentar que a vida não é feita só de alegrias é o conjunto dinâmico e equilibrado da vida. Porém, muitas vezes, desenvolvemos respostas emocionais negativas e, a partir delas, tudo torna uma tristeza constante; ou mesmo criamos nossos filhos deixando-os “protegidos” de qualquer ameaça.
Depressão é muito mais do que uma tristeza, mas esta, se for cultivada e excessivamente valorizada, pode se tornar uma doença. Ficar triste faz parte da vida, não precisa de tratamento e nos permite experimentar o lado bom e o ruim da vida. Muitas pessoas evitam, a todo custo, o sofrimento ou mesmo evitam que as pessoas ao seu redor sofram. Com isto, apenas alimentam uma vida de conto de fadas. O tempo da tristeza é relativo e está bastante relacionado ao tipo de situação que vivemos.
Por outro lado, pense no seguinte: nosso tempo nos coloca um ritmo para que vivamos os processo de vida sem dor, sem sofrimento e com muita rapidez. Não admitir a armagura é um mecanismo de defesa, algo que nos protege, que faz com que evitemos as situações. O que a tristeza tem para nos ensinar? Nem toda melancolia é depressão, nem tudo é curado com remédios. Encarar as situações negativas com serenidade, observando os fatos e as consequências é muito importante. Quando admitimos que somos parte de um problema, podemos rever nossas atitudes e crescer. Ao fazer o papel de vítima – que pode ser mais confortável e bastante cômodo – não assumimos nossas culpas e “terceirizamos” nossos os problemas. Sempre haverá um culpado, uma situação difícil ou coisa assim. Mas vale lembrar também o quanto algumas pessoas têm uma visão extremamente negativa de si, sem perceber nada de positivo no que fazem, olhando o mundo por um olhar altamente crítico, negativo; apenas valorizando as desolações. A sastifação é feita de frustrações, de perdas e dores. Evitar o sofrimento é como “negar” uma parte importante da vida e experimentar apenas o imediato, a necessidade urgente de estar melhor, as ale grias de um mundo que cultiva o imediatismo e o prazer de uma vida fácil. Nesta reflexão, faço a você um novo convite: que possamos dar um significado às tristezas da vida sem fugir delas, mas saindo fortalecidos desta batalha, superando as dificuldades do momento, valorizando as experiências e retomando o ciclo normal de nossas vidas. Não há solução fácil, mágica ou imediata, mas é algo possível a partir da nossa iniciativa e nosso empenho, com uma forma diferente de encarar a vida.
Comunidade Canção Nova.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Jesus nos ajuda a reescrever nossa história
Uma das coisas boas da vida começa com o prefixo “re”: reencontro, porque nele temos a possibilidade de relembrar fatos anteriores que marcaram nossa história. É o somatório daquilo que já foi bem vivido com a vida presente. Todavia, os fatos ocorridos, no primeiro encontro, é o que marca a nossa vida e se torna referência para o nosso futuro.
Isso mexe com nossos afetos; com isso, vamos nos descobrindo, percebendo ações e reações que, antes, não notávamos. Temos a alegria de nos conhecer ainda mais para sermos melhores. É a vida nos reapresentando a nós mesmos: autoconhecimento.
É salvífico descobrir que, ao olhar para nossa história, podemos reescrevê-la, reordenando nosso passado para o amor e, por meio dele, escrever uma nova história com outros personagens e fatos marcantes, mas sempre seremos e precisaremos ser o protagonista da nossa vida, assumi-la com toda responsabilidade para vivermos um recomeço, uma reinauguração daquilo que somos.
Conteúdo enviado pelo internauta Daniel Freire
Destrave
Agimos bem quando enxergamos bem
Peçamos, hoje, ao Senhor que retire as escamas dos nossos olhos, para que enxerguemos todas as coisas como de fato são, e não como as julgamos.
Hoje, o Senhor nos dá este conselho: “Não julgueis e não sereis julgados. Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes ” (Mt 7,1-3). Em outras palavras, Deus está nos dizendo que, antes de falar ou fazer alguma coisa a alguém, precisamos nos colocar no lugar dessa pessoa e nos perguntarmos: “Eu gostaria que fizessem assim comigo?”. Usando sempre esse critério, faremos sempre o bem.Jesus, dê-nos a graça de enxergar como o Senhor enxerga.
Obrigada, Jesus!
Luzia Santiago
Comunidade Canção Nova
segunda-feira, 25 de junho de 2012
CASTIDADE – segredo de uma boa amizade
“A Castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo.” – conforme está no Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2345.
A castidade hoje, é vista como o principal fator que falta nas amizades, pois cada vez mais o mundo tem sujado, estragado e distorcido esta maravilha criada pelo próprio Deus, que é a sadia convivência, seja ela entre pessoas do mesmo ####, ou de ####s diferentes.
Dunga
“A amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual.”
Sabemos o quanto a amizade é importante na nossa caminhada, a Palavra de Deus vai dizer: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção, quem o achou, descobriu um tesouro.”(Eclo 6,14), por isso devemos valorizar nossas amizades, cultivá-las e santificá-las.
“O homem se torna mais homem pela presença fecundante da mulher. Você que é mulher se torna mais mulher pela presença fecundante do homem” (Pe Jonas Abib).
Como, então, ter uma amizade casta e verdadeira? Acredito que uma amizade casta acontece à medida que nós, em particular, sabendo de nossas impurezas, nossas limitações e fraquezas, damos passos rumo ao nosso processo de cura interior, até para que sejamos mais felizes, tenhamos paz em nosso interior e, nos relacionemos melhor com o nosso próximo, pois muito de nós precisamos de cura interior para podermos conseguir dominar nossos atos, pois eles podem ser conseqüência de coisas mal resolvidas em nosso interior, como feridas não curadas ou mal cicatrizadas.
“Castificando” nossas intenções, nossas conversas, nossos olhares, nossos abraços, enfim tudo o que envolve uma amizade, nós seremos mais livres, mais felizes e, com isso nossas amizades terão mais “sabor”, pois as pessoas que convivem e que se relacionam conosco, poderão tocar nesta graça da pureza de Cristo que estará latente em nós.
Castidade em nossas amizades, vamos juntos levantar essa bandeira também!
Deus te abençoe.
Grande abraço,
Dunga
“Quem teme ao Senhor, orienta bem sua amizade, como ele é, tal será o seu amigo.”(Eclo 6,17)
Nós homens precisamos sempre ter claro em nossa mente, que necessitamos da amizade pura e sincera das mulheres, isso porque Deus usa da presença feminina para nos fecundar, para tocar em muitas potencialidades masculinas que temos, mas que estão retidas e, que só a presença feminina em nossa vida, é capaz de trazê-las à luz. Com isso nos tornamos mais homens, homens de Deus.
Assim também digo para as mulheres, pois elas também precisam da presença masculina em sua vida, para ser fecundado todo o potencial feminino que têm guardado dentro delas, e que precisa vir para fora para que se tornem mais mulheres, mulheres de Deus.
Dunga Da comunidade Canção Nova
domingo, 24 de junho de 2012
Como devemos agir diante das adversidades?
A lógica do Reino de Deus é bem diferente da nossa, pois é exigente. Mas se a seguirmos, seremos felizes nesta vida e, depois, por toda a eternidade.
Acolhamos o ensinamento de Jesus: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente! Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” (Mt 5,38-42).
Peçamos ao Senhor a graça de sermos conduzidos pelo Espírito Santo em todo o nosso proceder ao longo deste dia.
Obrigada, Jesus! Eu confio em Vós!
Luzia Santiago
Acolhamos o ensinamento de Jesus: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente! Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” (Mt 5,38-42).
Peçamos ao Senhor a graça de sermos conduzidos pelo Espírito Santo em todo o nosso proceder ao longo deste dia.
Obrigada, Jesus! Eu confio em Vós!
Luzia Santiago
Vencer na oração
Que tudo vençamos, hoje, pela oração. Não podemos nem imaginar o poder da menor de nossas preces quando estas são feitas com sinceridade e confiança em nosso bom Deus. Unidos ao Senhor, em oração, tudo muda.
Acredito que você esteja se perguntando: “Como vou orar vinte e quatro horas por dia, sendo que eu trabalho, tenho filhos para cuidar e mil e uma ocupações para realizar?”.
“Orar é sempre possível: o tempo do cristão é o de Cristo ressuscitado que ‘está conosco todos os dias’ (cf. Mt 28,20), apesar de todas as tempestades. Nosso tempo está nas mãos de Deus. É possível, até no mercado ou num passeio solitário, fazer uma oração frequente e fervorosa. Sentado em sua loja, comprando ou vendendo, ou mesmo cozinhando. A invocação do Santo Nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua.
Muitas vezes repetida por um coração humildemente atento, ela não se dispersa numa torrente de palavras” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2743 e 2668).
Nós cremos que tudo pode ser mudado pela oração.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago
Comunidadae Canção Nova
Acredito que você esteja se perguntando: “Como vou orar vinte e quatro horas por dia, sendo que eu trabalho, tenho filhos para cuidar e mil e uma ocupações para realizar?”.
“Orar é sempre possível: o tempo do cristão é o de Cristo ressuscitado que ‘está conosco todos os dias’ (cf. Mt 28,20), apesar de todas as tempestades. Nosso tempo está nas mãos de Deus. É possível, até no mercado ou num passeio solitário, fazer uma oração frequente e fervorosa. Sentado em sua loja, comprando ou vendendo, ou mesmo cozinhando. A invocação do Santo Nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua.
Muitas vezes repetida por um coração humildemente atento, ela não se dispersa numa torrente de palavras” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2743 e 2668).
Nós cremos que tudo pode ser mudado pela oração.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago
Comunidadae Canção Nova
sábado, 23 de junho de 2012
Aprender a sofrer as demoras de Deus
Conteúdo enviado pelo internauta Bárbara Sparapan
Fé é acreditar naquilo que não se pode ver, tomar posse do impossível que ainda não aconteceu. A fé um dom do Divino Espírito Santo. Para tê-la não podemos levar em conta apenas a razão, pois este é um dom repleto de mistérios, é plena graça de Deus termos um coração confiante.
Precisamos aprender com Santa Terezinha do Menino Jesus a ter uma infância espiritual, a não ter medo de nos abandonar nos braços do Pai, ter confiança Nele e depender de Seu amor por nós. É preciso ter a certeza de que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,19).
Na Sagrada Escritura vemos inúmeras passagens que nos mostram o quanto será diferente quando tivermos uma fé viva; uma delas está em Mateus 17,20: “Em verdade vos digo: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha vai daqui para lá’ e ela irá. Nada vos será impossível”.
Lendo este versículo conseguimos ver como ainda somos homens e mulheres incrédulos. Jesus mesmo nos disse: “Homens de pouca fé”. Já estamos na reta final, chegamos a um ponto que não podemos mais desacreditar no poderio de nosso Senhor. Ele é o Deus dos milagres, e aquilo que é impossível aos humanos, não é impossível a Deus.
Muitas pessoas ainda acham que Jesus realizava milagres apenas no Seu tempo, quando ressuscitou Lázaro, fez Pedro andar sobre as águas, o cego enxergar e o paralítico andar; porém, não acreditam que Jesus realize milagres nos dias atuais, esqueceram que Ele é o mesmo de ontem, hoje e sempre. O que é impossível para Deus meus irmãos?
Hoje, o seu maior impossível é conseguir um emprego? Ter a graça de gerar uma vida? A conversão de uma pessoa que você tanto ama? A cura de um câncer? A reconciliação em seu matrimônio? Jesus mesmo proclamou: “Não te disse, que se creres, verás a glória de Deus? (Jo 11,40). Precisamos aprender a não duvidar das promessas de nosso Senhor; é necessário confiar cegamente em sua infinita misericórdia. Todos os dias de nossa vida nesta Terra serão de lutas, de desafios e sofrimentos, mas se acreditarmos que Jesus está no controle de tudo, que nenhum fio de nossa cabeça cai se Ele não permitir, sobreviveremos perante qualquer obstáculo e contemplaremos a vitória. Mas repito: precisamos depositar nossa fé em Deus!
“Precisamos aprender a não duvidar das promessas de nosso Senhor; é necessário confiar cegamente em sua infinita misericórdia”
Temos muitos sonhos impossíveis e desejos em nossos corações. No pensamento humano, algumas coisas que queremos são mais simples, como pedir a Deus para sermos pessoas melhores ou, então, ter um bom dia de trabalho. Já a cura de uma doença ou a conversão de um ateu, pensamos serem coisas mais difíceis de conquistar. Porém, hoje eu quero lhe dizer que para Deus não existe milagre mais fácil ou mais difícil, porque Ele pode realizar qualquer coisa, a qualquer hora.
Contudo, a verdadeira e autêntica fé não para por aí. Se Deus não nos conceder o que pedimos, não é porque Ele nos abandonou. Uma fé viva é, principalmente, quando não recebemos d’Ele o que pedimos, mas nossa confiança em Sua divina providência não se abala; permanecemos cheios de esperança. Deus é tão bondoso e sábio que não nos concede tudo o que Lhe pedimos, pois nem tudo o que queremos é o melhor para nós. Muitas vezes não compreendemos, mas precisamos acreditar que os pensamentos de Deus são muito mais altos que os nossos”.
Não há outro jeito. Precisamos esperar no Senhor, sofrer Suas demoras na certeza de que quem espera em Deus não é decepcionado.
Uma pessoa de fé tem ânimo mesmo em meio às dificuldades e angústias do dia a dia. Sabe por quê? Porque ela entendeu que, nesta Terra, não iremos ser plenamente realizados, mas apenas no Céu, onde contemplaremos a face de nosso Criador e chegaremos ao pico da felicidade, pois, enfim, alcançaremos a Vida Eterna!
Por isso, quando percebermos que estamos com a fé abalada, supliquemos ao Pai: “Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumente a minha fé”, com consciência de que quem diz isso ao Senhor está pedindo mais oportunidades de praticar a fé. Aprenda a exercitar sua fé nas pequenas coisas, acredite que o Senhor nunca sairá do seu lado e o ajudará em tudo o que você fizer.
“Depois disse a Tomé: introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé” (Jo 20,27).
Roguemos a Deus para que não sejamos iguais a Tomé, que precisou colocar o dedo no lado aberto para acreditar que era Jesus ressuscitado. Tenhamos a graça de acreditar sem mesmo ver ou tocar!
Roguemos a Deus para que não sejamos iguais a Tomé, que precisou colocar o dedo no lado aberto para acreditar que era Jesus ressuscitado. Tenhamos a graça de acreditar sem mesmo ver ou tocar!
Jesus tem maravilhas a realizar em sua vida, basta você confiar e saber esperar!
Que o Pai das misericórdias nos ajude a sermos homens e mulheres entregues à fé que é viva e que se renova todos os dias!
Que o Pai das misericórdias nos ajude a sermos homens e mulheres entregues à fé que é viva e que se renova todos os dias!
Jesus, eu confio em Vós!
O valor da espera

A castidade é totalmente essencial para a felicidade de um jovem. Não se deixe enganar e pensar que a maioria dos jovens tem relações sexuais. Não, não têm! Existe muito o que saber e pensar antes de se chegar a uma relação sexual.
As experiências sexuais entre adolescentes são um risco para seu corpo, para suas emoções e para seu futuro. É maravilhoso ver que cresce, nos Estados Unidos, cada vez mais a abstinência sexual entre o público juvenil (Veja a pesquisa).
É certo que existem jovens que decidem ter relações sexuais; mas são eles que terão de viver com as consequências de sua decisão. Existem muitas formas de expressar seu carinho sem ter relações íntimas. Trate de evitar as situações que intensifiquem as emoções sexuais; será mais difícil “frear” neste caso.
Carlos Beltramo diz que os beijos e as carícias movem os hormônios. Às vezes, você como jovem pode afirmar: “Os hormônios são incontroláveis”. E perguntamos: “Onde você esteve ontem à noite?”. Resposta: “Em um parque até as três da madrugada… Cheguei lá às 20 horas com minha namorada”. Portanto, quem escolheu? Quem entrou nessa situação? É normal que haja impulsividade se favorecemos as oportunidades: um selinho, outro selinho, um beijo… E depois: “Estamos cansados! Vamos para o sofá?”. Faça esta pergunta a você mesmo: “Por que fui para o apartamento com ela?” É como fogo sobre palha!
Existem jovens que pensam: “Se ela não aceitar, não me ama”. Sendo um sentimento, o enamoramento pode ser destruído facilmente pelas experiências negativas. O verdadeiro amor cresce, mesmo em meio a experiências difíceis.
Para viver a pureza (castidade), mantenha-se ocupado (a) com esportes e com as atividades de grupo.
Alguns jovens veem a sexualidade como uma atividade de ócio prazerosa, por isso existe menos densidade no enamoramento, menos pretensão de eternidade. A experiência do enamoramento é a mais plena das experiências, não é eletiva, é surpreendente. Eu me surpreendo enamorado.
Se você e sua namorada ou namorado não puderem chegar a um acordo sobre esse tema, então talvez fosse melhor procurar outra pessoa que pense igual a você. Dizer “não” pode ser a melhor maneira de dizer “eu te amo de verdade”. A castidade não significa rejeição nem menosprezo ao amor. Significa defender o amor do egoísmo.
Repito: a castidade é totalmente essencial à felicidade do jovem. A masturbação e a pornografia fazem com que o homem procure o prazer ao ritmo de seu sexo. Gera prazer, sim, mas não treina para ser feliz. Não treina para amar.
As pessoas precisam crescer no aspecto da paciência. Esse é um déficit muito comum na sociedade moderna, que incentiva a gratificação instantânea desde a infância. Para reforçar a virtude da paciência, a pessoa não deve ser impaciente, porque sendo assim enfraquece a virtude e fortalece o defeito. Vale a pena desenvolver os bons costumes e esperar!
Por Martha Morales
Esperar pela pessoa adequada

Não foram poucas as vezes em que isso gerou incompreensões, motivos de zombaria amistosa ou impressão de incapacidade sedutora.
Essas confusões aconteceram e acontecem porque os valores contemporâneos e mundanos são recheados de uma busca por prazer que, geralmente, é efêmero. Encontra-se muito isso nos relacionamentos afetivos dos jovens.
O desejo prevalece sobre a vontade de Deus. O amor é superado pela paixão; então, ao menor sinal de desgaste, há o rompimento. Dessa forma, a experiência superficial prevalece àquela que é profunda.
Dificilmente, vi alguém se preocupar ou deixar claro se aquilo que busca é realmente o querer de Deus, seja no atual ou próximo relacionamento. Aliás, essa coisa chamada “ficada” é sinal de puro egoísmo. Assim como o “namoro” no qual a dimensão física supera a emocional e, principalmente, a espiritual. Tudo isso é pouco válido e só o compreende quando entende o que é amor. E aí, algo que muitos não percebem são as marcas profundas que ficam no coração daquele que se deixou “experimentar”.
As denominações novas ou desgastadas não servem!
Creio que Deus quer um namoro para os jovens, mas um namoro santo! No qual se viva a castidade, a fidelidade, o conhecimento e a doação mútuos.
Vale a pena esperar pela pessoa adequada, pois a “pessoa certa” não existe. E “pessoa errada”, se é que me entende, não é preciso o nosso esforço.
Isso ocorrerá, especialmente, quando houver uma verdadeira e pura amizade previamente. Tendo paciência e descobrindo um ao outro, juntamente com o desenvolvimento do próprio sentimento, é que ambos serão capazes de ter um relacionamento sadio.
Faça essa tentativa acompanhada de muita oração. E, então, tesouros inestimáveis você vai descobrir!
O que acha disso?
Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini
Amor exige responsbilidade
Banalizaram o amor! Aliás, o que hoje em dia, não foi banalizado?
Não olhamos mais algumas palavras com a devida profundidade, que elas por si mesmas, nos dizem. A troco de nada, frequentemente, ouvimos de qualquer um, a exclamação: “te amo”! Esboçamos um sorriso amarelado, e fica por isso mesmo. Meu Deus! Não nos causa nenhum impacto! Não muda o nosso dia! Nem dormimos pensando naquela pronuncia! Por que será? Você tem a resposta?
Vamos analisar juntos esta situação, ajude-me.
Deixamo-nos acostumar com a superficialidade dos tempos modernos. Outrora até chegar na palavra amor era necessário passar por várias etapas. Hoje, perdeu-se todo o mistério que a palavra amor possui; até mesmo para iniciar um namoro, não existe mais as etapas de conhecimento, todo aquele mistério a ser desvelado pelo casal. Aos poucos, desvenda-se o clima gostoso de conquista, até chegar ao cume, o namoro. O primeiro beijo nascia depois que ambos conheciam-se bem. Deixamos a velocidade da tecnologia invadir nossos relacionamentos, os banalizando. Mas não pense que a palavra amor perdeu seu sentido profundo, o problema está em nossos sentidos, que amorteceram-se à beleza e não captam mais a riqueza da expressão.
Você pode dizer-me: “ah, apenas substituíram o verbo amar, pelo gostar no sentido do primeiro verbo!” E eu te pergunto: e o sentido do verbo amar onde ficou?
Quando eu quero perceber o sentido completo de alguma palavra, sua profundidade, procuro associá-la a alguma coisa concreto, ou seja, a uma situação que a defina bem. Por exemplo, quando penso na palavra amor, na minha mente visualizo a Cruz de Cristo, expressão maior do amor de Deus pela humanidade. Isto me faz refletir e pensar duas vezes antes de dizer que amo alguém.
“O amor exige responsabilidade, requer doar-se ao outro, semelhante a Jesus que o fez na Cruz”
Preciso mortificar algumas atitudes, ou vontades para alcançar meu irmão através do amor. Seria inútil dizer que amo uma pessoa, e em sua primeira fraqueza julgá-la, virar o rosto para ela, e nem mais a dirigir a palavra. Eu questiono, isso é amor? Deixo você responder…
Um gesto concreto que podemos fazer é emprestar nossa língua para Deus amar as pessoas, assim veremos a força que tem as palavras: em minha adolescência, uma colega que eu não tinha muita intimidade, através de um elogio marcou minha vida. Lembro-me que eu tinha esses complexos de adolescente, em relação a minha imagem: vergonha do rosto, acne, orelha, nariz, dentes. Complexos que se não forem bem trabalhados acarretam problemas para toda a vida.
Em uma situação qualquer, sem jeito e, com muita timidez eu sorri. Ouvi dos lábios daquela garota que meu sorriso era lindo (Que sorriso lindo você tem!). Meu rosto se iluminou, essas palavras marcaram-me; desde então meu sorriso passou a ser largo, livre e sem complexos! Ela nem sabe disto. Posso garantir que Deus me amou em suas palavras. Ela emprestou a boca para Deus.
As palavras verdadeiras tem poder de transformar, como foi no meu caso, ou de destruir, por isso, convido você a compreender a força existente na palavras. Nosso olhar precisa ser minucioso em relação às palavras. Quiça interiorizá-las e refleti-las fosse um bom caminho. Desejo que seu “eu te amo” seja carregado de toda propriedade, que a própria palavra possui. Sempre elogie, você pode mudar o sentido de uma existência; se responsabilize por quem você diz que ama.
Graça e Paz, xP.
Rodrigo Stankevicz
Ser santo é saber fazer escolhas nobres

Não há, no mundo, nada que satisfaça as expectativas do coração de um jovem; nele, tudo é vão e passageiro. Um jovem feliz é aquele que busca, constantemente, suas respostas e anseios mais íntimos no coração de Cristo. Somente no lado aberto do Senhor pode-se encontrar toda riqueza espiritual e sentido para as aspirações.
Santo Agostinho refletia sobre isso: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em Ti.” O coração do ser humano repousará alegremente, somente na eternidade, onde Deus será tudo em todos. Assim sendo, tudo que se refere às coisas desse mundo não pode, nem de longe, preencher o coração de um filho do Senhor.
Nossa alma é grande demais; só um Deus imenso pode preenchê-la. Por isso, não podemos deixar os rumores do mundo invadir nosso coração, ditando nosso modo de vida. Na atualidade, o mundo olha o jovem como mero consumidor, descartando todos seus talentos e virtudes, a ponto de torná-lo escravo do consumo. Se seguirmos o modismo, os lançamentos que nos trazem satisfação, acumularemos dívidas sobre dívidas, mas, nem assim, seremos felizes. Tudo em nome da satisfação imediata. No entanto, pouco tempo depois, lá vamos nós às compras novamente. Então, compraremos o celular mais moderno, a calça e o tênis que estão em evidência, a tecnologia mais avançada. Não obstante, os jovens são bombardeados, diariamente, com propagandas apelativas, cada qual com sua estratégia e psicologia, tudo para atrair a clientela mais consumista do mundo: os jovens brasileiros.
Deveríamos investir nosso tempo e dinheiro também em prol dos necessitados como recomenda a Igreja: “O quinto mandamento – ajudar a Igreja em suas necessidades – recorda aos fiéis que eles devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades” (CIC – 2043).
Será que sou consumista?
Desse modo, enganamo-nos achando que as compras nos fazem felizes; pelo contrário, são paliativos para amenizar nossas angústias e decepções, tristezas e ressentimentos. Contudo, as novas gerações, cada vez com mais frequência, trocam os templos sagrados pelos shopping centers. Há de se ter tempo também para o culto a Deus, pois o domingo, mais do que um dia de lazer, é o dia dedicado ao Senhor. Vejamos o que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O domingo é um tempo de reflexão, de silêncio, de cultura e meditação que favorecem o crescimento da vida interior cristã” (inciso CIC – 2186).
Enquanto o próprio jovem não se convencer de que ele é muito mais importante do que um tênis de marca, um celular da moda ou um vídeo-game atual, essa situação não mudará, e ele continuará vivendo uma vida vazia e sem sentido. Urge a necessidade de uma metanóia; mais do que isso, é preciso se deixar transformar pelo Espírito Santo de Deus, ouvindo-o e seguindo, com docilidade, suas orientações, pois Deus fala a quem quer ouvir e ouve quem está disposto a mudar.
“O coração do ser humano repousará alegremente, somente na eternidade, onde Deus será tudo em todos”
Todavia, muitas pessoas costumam apresentar a crise do “ter” e do “ser”, ou seja, já não diferenciam essas duas situações. Os valores do mundo sempre nos motivarão a buscar o “ter” em nossa vida. Dizem que, quanto mais temos, melhores somos, porque, assim, teremos status diante da sociedade; estaremos incluídos numa determinada “tribo”, etc. Porém, os valores pregados por Jesus vão, justamente, na contramão desses pensamentos perversos. O Senhor nos pede para valorizarmos o “ser” filho de Deus, o “ser” uma pessoa de caráter, digna, honrosa, pois esses valores não estão à venda; somente Deus pode proporcioná-los a nós. Por outro lado, não podemos achar que o “ser”e o “ter” são tão opostos a ponto de não haver um ponto de equilíbrio entre ambos. Confúcio, filósofo chinês, dizia que “a virtude está no meio”. Então, nos esforcemos para buscar o equilíbrio em todas as nossas atitudes.
Destrave
Conteúdo enviado pelo internauta Rodrigo Stankevicz
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Será que sofro de complexo de inferioridade?
Uma pessoa não deixa de ter sua importância pelo simples fato de ser diferente das demais. A beleza da vida está justamente na nossa capacidade de descobrir o novo, aquilo que nossos olhos ainda não viram. Se não temos a obrigação de nos parecer com os outros, também deveríamos evitar toda e qualquer comparação.
Comparar-se é buscar as diferenças que nos separaram. O sábio, antes de reparar nas virtudes do outro, enumera suas qualidades com verdade e simplicidade. Olhando ao nosso redor, vamos descobrir muita gente linda, mas que insiste em se achar feia. Vivem exaltando os defeitos e enxergando dor onde só há alegria e oportunidade de crescimento.
Será que eu sofro deste mal? Como reconhecer uma pessoa complexada? Repare na maneira como você se trata, como você se enxerga. Pessoas pessimistas não se permitirem errar, por isso se afastam dos outros, para que não percebam suas fragilidades. Complexo de inferioridade é um câncer da alma que precisa sarar.
“Só a verdade e a autenticidade nos libertam dos malefícios do complexo de inferioridade”
Reconhecendo-se assim, todo mundo precisa lutar para se enxergar por igual. É tolice insistir em se esconder atrás do palco, quando há um papel de destaque para encenar. Possuir-se é o primeiro passo para dar-se aos outros. Quando eu descobrir que sou capaz, serei capaz de passar adiante minhas capacidades até então adormecidas. Simples assim.
O exercício de ser gente consiste em amar o que temos, para só, então, valorizar o que o outro tem. Existe, dentro de cada um de nós, uma infinidade de coisas boas a serem descobertas. Pena que a timidez, o complexo de inferioridade ou até mesmo o pessimismo insistem em nos colocar no banco dos réus para nos acusar, dia e noite, de que não somos capazes.
Permita-se errar. Seja você diante das outras pessoas. Só a verdade e a autenticidade nos libertam dos malefícios do complexo de inferioridade. Devemos ser simples para compreender o outro, mas nunca abaixar nossa cabeça diante dele. A verdadeira humildade consiste em se colocar no lugar do outro sem nunca deixar de habitar no nosso próprio lugar.
Lidar com o sofrimento
A vida é como uma rosa: bela e encantadora. No entanto, como toda rosa ela também tem seu espinho: o sofrimento. Muitas vezes, nós nos perguntamos: “Por que isso acontece comigo?”, “Por que eu tenho de sofrer?”, “Onde está Deus neste momento?”. É comum nos indignarmos com as dificuldades.
Entretanto, antes de tudo, precisamos avaliar se o que se passa em nossa vida é uma circunstância crítica de fato. Quantas vezes criamos uma tempestade em um copo d’água por pouca coisa! Isso acontece quando nos falta calma para refletir com clareza.
“Permaneça firme na dor” e “aceite tudo o que lhe acontecer” (cf. Eclo 2,4). Independente do tamanho do seu problema, há pelo menos um modo de resolvê-lo: revista-se de esperança e lembre-se de que Deus é justo e está contigo.
As lágrimas só valem a pena quando são usadas para regar o nosso jardim, pois a tristeza ininterrupta nos leva para o mar da depressão.
O poeta Paul Claudel disse que “Cristo não veio abolir o sofrimento nem mesmo explicá-lo; mas lhe trazer a plenitude da Sua presença”. Por isso, quem sofre com Cristo, sofre em paz. Em situações de descontrole, a oração é um remédio. “Não te perturbes no tempo da infelicidade” (Eclo 2,2).
Determinadas situações acontecem, porque o Senhor quer nos mostrar algo. Como afirma Santo Tomás de Aquino, “todas as obras de Deus procedem de sua bondade para felicidade dos bem-aventurados”.
“As lágrimas só valem a pena quando são usadas para regar o nosso jardim, pois a tristeza ininterrupta nos leva para o mar da depressão”
Nosso Pai age em nossa vida para nos ajudar a alcançar nosso amadurecimento e salvação. O emprego perdido, o término de um namoro, a ocasião não aproveitada. Todas essas ocorrências são boas oportunidades para refletirmos. Deus é justo e não nos abandona. “Sofre as demoras de Deus (…) a fim de que, no derradeiro momento, tua vida se enriqueça” (cf. Eclo 2,3).
Antoine de Saint-Exupèry, escritor do famoso livro “O pequeno príncipe”, é sábio em suas palavras: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita”. A superação é um dos maiores contentamentos que o homem pode ter. O sofrimento é inevitável, no entanto, o que importa é aceitar a realidade e encará-la corajosamente.
“Põe tua confiança em Deus e Ele te salvará” (Eclo 2,6). Seja persistente e não se deixe resignar. “Orienta bem o teu caminho” (Eclo 2,6). Assim você será mais forte e preparará sua alma para futuras provações.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
"Problemas no Casamento"
“A minha felicidade será fazer-te feli
Deus quis que existíssemos para participar de sua vida bem aventurada; nos criou “à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26). E o Criador quis que a humanidade existisse “em família”, a união de um homem com uma mulher, vivendo no amor conjugal e gerando os filhos nesse mesmo amor.
E a base de tudo isso seria o casamento.
Depois de criá-los Deus os uniu. O homem sentiu-se insatisfeito, sozinho, porque não encontrava em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse. E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18).
Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18), alguém que seja como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf.Gn 2,21-22).
Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência, dignidade e da mesma natureza do homem.
Santo Agostinho ensina que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, porque a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas “companheira e auxiliar”. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.
Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23). Foi a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. E Deus disse ao primeiro casal: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).
Estava criado o casamento que mais tarde Jesus vai transformar em sacramento. Ele fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6).
E Deus disse ao casal: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “crescei e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade; a célula principal do plano de Deus para os homens; e ela surge com o matrimônio.
Como a família e o casamento estão na base de todo o plano de Deus para a humanidade, se eles forem destruídos, a humanidade sofrerá muito.
Há uma concepção falsa hoje de “família” e de “casamento” que não está de acordo com a vontade do Criador. Há “famílias alternativas” que no plano de Deus não são famílias bem como os “casamentos alternativos”.
Quanto mais o casamento se afastar do plano de Deus, e quanto mais a família se desfigurar da imagem original que Deus lhe deu, tanto mais a humanidade vai sofrer. E hoje colhemos os frutos amargos da destruição deste belo plano de Deus.
Quando o homem se arvora em “senhor do bem e do mal” e quer ocupar o lugar de Deus, sofre e morre.
Sabemos que infelizmente o pecado original feriu a humanidade; o homem virou as costas para Deus, e por causa disso o sofrimento e a morte entraram no mundo. São Paulo deixou claro que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).
O pecado atingiu todas as realidades da vida humana, e de modo especial o casamento e a família. Sem o pecado não haveria a desarmonia do homem consigo mesmo, com a natureza, com Deus e com a mulher.
O pecado gerou o desentendimento. O seu nome é egoísmo, vaidade, orgulho, autossuficiência, arrogância, ganância, impureza, adultério, gula, ira, inveja, preguiça, maledicência, etc. Tudo que divide a família e afasta a pessoa humana de Deus.
Por isso hoje, o casamento têm tantos problemas, porque foi ferido pelo pecado que engendra a briga, a discussão, a violência, o crime, e elimina o amor que deveria ser permanente entre marido e mulher. É a realidade de cada casal.
São Paulo mostrou bem na Carta aos Romanos a dura realidade do pecado que temos de enfrentar: “Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que aborreço. E, se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. Mas, então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?… Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7,14-25)
Deus quis que existíssemos para participar de sua vida bem aventurada; nos criou “à sua imagem e semelhança” (Gn 1,26). E o Criador quis que a humanidade existisse “em família”, a união de um homem com uma mulher, vivendo no amor conjugal e gerando os filhos nesse mesmo amor.
E a base de tudo isso seria o casamento.
Depois de criá-los Deus os uniu. O homem sentiu-se insatisfeito, sozinho, porque não encontrava em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse. E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18).
Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18), alguém que seja como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf.Gn 2,21-22).
Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência, dignidade e da mesma natureza do homem.
Santo Agostinho ensina que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, porque a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas “companheira e auxiliar”. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.
Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23). Foi a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. E Deus disse ao primeiro casal: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).
Estava criado o casamento que mais tarde Jesus vai transformar em sacramento. Ele fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6).
E Deus disse ao casal: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “crescei e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade; a célula principal do plano de Deus para os homens; e ela surge com o matrimônio.
Como a família e o casamento estão na base de todo o plano de Deus para a humanidade, se eles forem destruídos, a humanidade sofrerá muito.
Há uma concepção falsa hoje de “família” e de “casamento” que não está de acordo com a vontade do Criador. Há “famílias alternativas” que no plano de Deus não são famílias bem como os “casamentos alternativos”.
Quanto mais o casamento se afastar do plano de Deus, e quanto mais a família se desfigurar da imagem original que Deus lhe deu, tanto mais a humanidade vai sofrer. E hoje colhemos os frutos amargos da destruição deste belo plano de Deus.
Quando o homem se arvora em “senhor do bem e do mal” e quer ocupar o lugar de Deus, sofre e morre.
Sabemos que infelizmente o pecado original feriu a humanidade; o homem virou as costas para Deus, e por causa disso o sofrimento e a morte entraram no mundo. São Paulo deixou claro que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).
O pecado atingiu todas as realidades da vida humana, e de modo especial o casamento e a família. Sem o pecado não haveria a desarmonia do homem consigo mesmo, com a natureza, com Deus e com a mulher.
O pecado gerou o desentendimento. O seu nome é egoísmo, vaidade, orgulho, autossuficiência, arrogância, ganância, impureza, adultério, gula, ira, inveja, preguiça, maledicência, etc. Tudo que divide a família e afasta a pessoa humana de Deus.
Por isso hoje, o casamento têm tantos problemas, porque foi ferido pelo pecado que engendra a briga, a discussão, a violência, o crime, e elimina o amor que deveria ser permanente entre marido e mulher. É a realidade de cada casal.
São Paulo mostrou bem na Carta aos Romanos a dura realidade do pecado que temos de enfrentar: “Sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo, absolutamente, o que faço, pois não faço o que quero; faço o que aborreço. E, se faço o que não quero, reconheço que a lei é boa. Mas, então, não sou eu que o faço, mas o pecado que em mim habita. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?… Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7,14-25)
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Desentendimentos no Namoro
Uma palavra inconveniente
Há muitos motivos para desentendimentos nos namoros; às vezes uma pequena atitude de um dos dois pode gerar uma briga entre eles. Uma palavra inconveniente dita na hora errada, um atraso sem explicação, e outras coisas. Mas sempre será possível reconquistar a paz e o bom relacionamento se houver maturidade e boa vontade por parte de ambos; se houver amor verdadeiro. Esse tipo de desentendimento acontece na vida dos namorados e faz parte do conhecimento recíproco que um deve ter do outro. Nesta hora é preciso haver compreensão, reconhecimento do erro quando for o caso, pedido de perdão e reconciliação; não é motivo para se terminar um namoro. Sabemos que é nas crises que nós crescemos quando sabemos examiná-las e aprender com nossos erros.
Mas há namoros complicados que se prolongam por muitos anos sem uma definição, havendo às vezes várias separações e voltas, sem que o relacionamento amadureça e chegue ao casamento. Então, é preciso examinar bem as razões pelas quais já se separaram tantas vezes. Os problemas que geraram as separações foram resolvidos, ou será que ambos “tamparam o sol com a peneira”? Se os motivos das separações foram importantes e eles souberam resolver em cada caso os problemas em suas raízes, e isto serviu até para uni-los mais, tudo bem, o namoro deve continuar. Mas, se os problemas são os mesmos, se repetem, e eles não conseguem resolvê-los, então é preciso pedir a ajuda de alguém que os oriente, no sentido de se tomar uma decisão.
Não se pode ficar no namoro como um carro atolado no mesmo lugar; o carro pode até atolar, mas deve sair e continuar a viagem. Faço uma pergunta aos dois: este namoro os ajuda a crescer? Cada um de vocês sente falta na presença do outro? Toda crise, qualquer que seja, enfrentada com coragem, lucidez, trabalho e uma boa orientação, pode gerar crescimento para a pessoa e para um casal. Uma crise de relacionamento pode até ser um aprendizado para uma futura vida de casados onde essas crises acontecem e com mais freqüência.
O mais importante, repito, é não “tapar o sol com a peneira”; isto é, fingir que resolveram os problemas e irem empurrando o namoro com a barriga até o casamento. Quando um casal briga muito no namoro, pode estar certo que vai brigar mais ainda depois de casados. Vale a pena isso? Então, se o relacionamento não vai bem e não melhora, então, é melhor terminá-lo. O namoro é para isso mesmo, para se verificar se a outra pessoa é adequada para viver comigo para sempre, constituir família e ter filhos. Não caiam jamais no erro do “me engana que eu gosto”; que é a mesma coisa do avestruz que enfia a cabeça na areia para não ver a tempestade à frente; enfrente a tempestade ou então fuja dela.
Nenhum casal de namorados deve partir para o casamento com dúvidas sérias sobre o outro; há muitos casos de separações de casados por causa disso. Há problemas graves que podem ser resolvidos, com um bom diálogo, compreensão de ambas as partes, oração, orientação, paciência, etc. Mas não se pode acomodar com um problema; o rato morto não pode ficar no porão da casa porque vai fermentar e exalar mau odor.
O ciúme exagerado é um problema que aflige alguns namorados; até certo ponto ele é natural; mostra que amamos alguém e queremos nos precaver de perder a pessoa amada. O que não podemos é cometer exageros por insegurança. O ciúme exagerado é falta de amor e confiança em si mesmo e no outro. Não existe amor se a confiança não for exercitada. Se você desconfia que seu namorado(a) está sendo infiel, então, objetivamente converse, apure os fatos, e tome uma decisão, mas não deixe a sua cabeça se transformar em um pandemônio. Se você receber alguma informação de deslealdade, peça provas mínimas.
Há casais de namorados que terminam o namoro para dar um tempo para pensarem; isso não é mal, pode ser salutar; a distancia ajuda a analisar os fatos melhor. Muitas vezes na vida a gente age de maneira intempestiva, impulsiva, sem pensar e analisar os fatos direitos e acaba fazendo bobagens das quais depois se arrepende. Uma separação temporária pode ser uma oportunidade para pensar e analisar bem a situação antes de tomar uma decisão.
Se houver uma separação, não force o outro a voltar; a volta deve ser espontânea para ser duradoura. Se ambos se amam, é claro que há possibilidade de volta; vale a pena conversar e descobrir o porquê de tantas brigas. Qual é o motivo da separação? A razão que está por trás delas é algo fundamental, essencial para a vida atual e futura de vocês; ou se trata de coisas pequenas, quinquilharias? É preciso ser maduro, ter grandeza de alma, não ser egoísta e egocêntrico. Sem isso, nenhum relacionamento humano é bom. E não podemos querer mandar na vida dos outros ou forçá-los a um relacionamento que já não aceitam. Nem Deus tira a nossa liberdade de escolha. Pode-se fazer de tudo para conquistar a pessoa amada, mas não de pode tirar-lhe a liberdade. Amor sem liberdade torna-se escravidão.
É preciso aprender a dialogar; tentar entender as razões do outro, saber calar e esperar o outro falar tudo o que tem para falar. Um segredo que evita muitas brigas no namoro, é saber combinar as coisas. Muitos brigam porque não combinam as coisas a fazer. Por exemplo, quando ir na casa de cada um, quando fazer um programa ou outro. Tudo deve ser combinado antes, com antecedência, para que as surpresas da vida não os leve a brigar. O povo diz, e com muita razão, que “o combinado não é caro”. Então, se as coisas são combinadas antes, muitas brigas podem ser evitadas, isso vale inclusive para o noivado e casamento.
Se você tem consciência que errou e machucou o outro, então a primeira coisa a fazer é pedir perdão e prometer-lhe que não fará mais isso. Esse ato de humildade fortalece o relacionamento e o trona mais humano. Mas mesmo assim, você terá de reconquistar a confiança que talvez tenha sido abalada quando você errou e magoou o outro.
Algumas vezes há coisas mal entendidas no relacionamento. É preciso esclarecer isso muito bem; não deixe que a fofoca destrua o namoro; coloquem as coisas às claras, com sinceridade e honestidade. A humildade é a fortaleza dos que amam; aquele que tem maior amor deve dar o primeiro passo, vencer o orgulho e ir ao encontro do outro. Reze e peça a Deus a graça de poder falar com clareza e sabedoria o que precisa ser dito. Consagre seu namoro a Deus e peça a Ele que os conduza.
Prof. Felipe Aquino

Há muitos motivos para desentendimentos nos namoros; às vezes uma pequena atitude de um dos dois pode gerar uma briga entre eles. Uma palavra inconveniente dita na hora errada, um atraso sem explicação, e outras coisas. Mas sempre será possível reconquistar a paz e o bom relacionamento se houver maturidade e boa vontade por parte de ambos; se houver amor verdadeiro. Esse tipo de desentendimento acontece na vida dos namorados e faz parte do conhecimento recíproco que um deve ter do outro. Nesta hora é preciso haver compreensão, reconhecimento do erro quando for o caso, pedido de perdão e reconciliação; não é motivo para se terminar um namoro. Sabemos que é nas crises que nós crescemos quando sabemos examiná-las e aprender com nossos erros.
Mas há namoros complicados que se prolongam por muitos anos sem uma definição, havendo às vezes várias separações e voltas, sem que o relacionamento amadureça e chegue ao casamento. Então, é preciso examinar bem as razões pelas quais já se separaram tantas vezes. Os problemas que geraram as separações foram resolvidos, ou será que ambos “tamparam o sol com a peneira”? Se os motivos das separações foram importantes e eles souberam resolver em cada caso os problemas em suas raízes, e isto serviu até para uni-los mais, tudo bem, o namoro deve continuar. Mas, se os problemas são os mesmos, se repetem, e eles não conseguem resolvê-los, então é preciso pedir a ajuda de alguém que os oriente, no sentido de se tomar uma decisão.
Não se pode ficar no namoro como um carro atolado no mesmo lugar; o carro pode até atolar, mas deve sair e continuar a viagem. Faço uma pergunta aos dois: este namoro os ajuda a crescer? Cada um de vocês sente falta na presença do outro? Toda crise, qualquer que seja, enfrentada com coragem, lucidez, trabalho e uma boa orientação, pode gerar crescimento para a pessoa e para um casal. Uma crise de relacionamento pode até ser um aprendizado para uma futura vida de casados onde essas crises acontecem e com mais freqüência.
O mais importante, repito, é não “tapar o sol com a peneira”; isto é, fingir que resolveram os problemas e irem empurrando o namoro com a barriga até o casamento. Quando um casal briga muito no namoro, pode estar certo que vai brigar mais ainda depois de casados. Vale a pena isso? Então, se o relacionamento não vai bem e não melhora, então, é melhor terminá-lo. O namoro é para isso mesmo, para se verificar se a outra pessoa é adequada para viver comigo para sempre, constituir família e ter filhos. Não caiam jamais no erro do “me engana que eu gosto”; que é a mesma coisa do avestruz que enfia a cabeça na areia para não ver a tempestade à frente; enfrente a tempestade ou então fuja dela.
Nenhum casal de namorados deve partir para o casamento com dúvidas sérias sobre o outro; há muitos casos de separações de casados por causa disso. Há problemas graves que podem ser resolvidos, com um bom diálogo, compreensão de ambas as partes, oração, orientação, paciência, etc. Mas não se pode acomodar com um problema; o rato morto não pode ficar no porão da casa porque vai fermentar e exalar mau odor.
O ciúme exagerado é um problema que aflige alguns namorados; até certo ponto ele é natural; mostra que amamos alguém e queremos nos precaver de perder a pessoa amada. O que não podemos é cometer exageros por insegurança. O ciúme exagerado é falta de amor e confiança em si mesmo e no outro. Não existe amor se a confiança não for exercitada. Se você desconfia que seu namorado(a) está sendo infiel, então, objetivamente converse, apure os fatos, e tome uma decisão, mas não deixe a sua cabeça se transformar em um pandemônio. Se você receber alguma informação de deslealdade, peça provas mínimas.
Há casais de namorados que terminam o namoro para dar um tempo para pensarem; isso não é mal, pode ser salutar; a distancia ajuda a analisar os fatos melhor. Muitas vezes na vida a gente age de maneira intempestiva, impulsiva, sem pensar e analisar os fatos direitos e acaba fazendo bobagens das quais depois se arrepende. Uma separação temporária pode ser uma oportunidade para pensar e analisar bem a situação antes de tomar uma decisão.
Se houver uma separação, não force o outro a voltar; a volta deve ser espontânea para ser duradoura. Se ambos se amam, é claro que há possibilidade de volta; vale a pena conversar e descobrir o porquê de tantas brigas. Qual é o motivo da separação? A razão que está por trás delas é algo fundamental, essencial para a vida atual e futura de vocês; ou se trata de coisas pequenas, quinquilharias? É preciso ser maduro, ter grandeza de alma, não ser egoísta e egocêntrico. Sem isso, nenhum relacionamento humano é bom. E não podemos querer mandar na vida dos outros ou forçá-los a um relacionamento que já não aceitam. Nem Deus tira a nossa liberdade de escolha. Pode-se fazer de tudo para conquistar a pessoa amada, mas não de pode tirar-lhe a liberdade. Amor sem liberdade torna-se escravidão.
É preciso aprender a dialogar; tentar entender as razões do outro, saber calar e esperar o outro falar tudo o que tem para falar. Um segredo que evita muitas brigas no namoro, é saber combinar as coisas. Muitos brigam porque não combinam as coisas a fazer. Por exemplo, quando ir na casa de cada um, quando fazer um programa ou outro. Tudo deve ser combinado antes, com antecedência, para que as surpresas da vida não os leve a brigar. O povo diz, e com muita razão, que “o combinado não é caro”. Então, se as coisas são combinadas antes, muitas brigas podem ser evitadas, isso vale inclusive para o noivado e casamento.
Se você tem consciência que errou e machucou o outro, então a primeira coisa a fazer é pedir perdão e prometer-lhe que não fará mais isso. Esse ato de humildade fortalece o relacionamento e o trona mais humano. Mas mesmo assim, você terá de reconquistar a confiança que talvez tenha sido abalada quando você errou e magoou o outro.
Algumas vezes há coisas mal entendidas no relacionamento. É preciso esclarecer isso muito bem; não deixe que a fofoca destrua o namoro; coloquem as coisas às claras, com sinceridade e honestidade. A humildade é a fortaleza dos que amam; aquele que tem maior amor deve dar o primeiro passo, vencer o orgulho e ir ao encontro do outro. Reze e peça a Deus a graça de poder falar com clareza e sabedoria o que precisa ser dito. Consagre seu namoro a Deus e peça a Ele que os conduza.
Prof. Felipe Aquino
Precisamos do olhar de Deus para viver
O olhar de Jesus nos liberta, porque “valemos o que somos diante de Deus” (São Francisco de Assis).
Com muita confiança, hoje, podemos rezar com o salmista: “Sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos” (Sl 138,1-3).
Um dos conselhos que Jesus nos dá é: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus” (Mt 6,1).
Senhor, dê-nos a graça de caminharmos sempre e em todo momento sob o Seu olhar.
Obrigada!
Jesus, eu confio em Vós!
Com muita confiança, hoje, podemos rezar com o salmista: “Sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos” (Sl 138,1-3).
Um dos conselhos que Jesus nos dá é: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus” (Mt 6,1).
Senhor, dê-nos a graça de caminharmos sempre e em todo momento sob o Seu olhar.
Obrigada!
Jesus, eu confio em Vós!
Oração, jejum e penitência: atos importantes da nossa íntima união com Deus Postado por: hom
Oração, jejum e penitência: atos importantes da nossa íntima união com Deus
O texto de hoje nos ajuda a fazer uma reflexão, uma introspecção. Estamos diante de um Evangelho que determina o nosso ser cristão. É, diria eu, o termômetro da nossa própria fé católica. E não poderia existir passagem melhor do que esta de hoje.
A prática da justiça, no sentido religioso, significava a busca de justificação diante de Deus. As mais consagradas eram: a esmola, a oração e o jejum. Por esta prática, os judeus julgavam-se justo diante de Deus. Com atitude ostensiva, os líderes religiosos do templo e das sinagogas afirmavam seu prestígio e poder.
A penitência, muitas vezes, vista como uma prática de sofrimento, na verdade tem o caráter modificador, que nos transforma e nos faz perceber que podemos viver sem certas coisas do mundo.
Compreendemos que os sacrifícios feitos deverão, portanto, ser fonte de crescimento, de amadurecimento espiritual e não motivo de promoção pessoal. Por isso não devem ser expostos ao mundo, pois é interioridade, é intimidade com Deus.
Isso vale para todos os nossos atos religiosos ou aparentemente humanitários. Não podem ser forma de se vangloriar de sua bondade, mas de promover sua espiritualidade e também o bem de outras pessoas.
“Sê assíduo à oração e à meditação. Disseste-me que já tinhas começado. Isso é um enorme consolo para um Pai que te ama como Ele te ama! Continua, pois, a progredir nesse exercício de amor a Deus. Dá todos os dias um passo: de noite, à suave luz da lamparina, entre as fraquezas e na secura de espírito; ou de dia, na alegria e na luminosidade que deslumbra a alma.
Se conseguires, fala ao Senhor na oração, louva-o. Se não conseguires, por não teres ainda progredido o suficiente na vida espiritual, não te preocupes: fecha-te no teu quarto e põe-te na presença de Deus. Ele ver-te-á e apreciará a tua presença e o teu silêncio. Depois, pegar-te-á na mão, falará contigo, dará contigo cem passos pelas veredas do jardim que é a oração, onde encontrarás consolo. Permanecer na presença de Deus com o simples fito de manifestar a nossa vontade de nos reconhecermos como seus servidores é um excelente exercício espiritual, que nos faz progredir no caminho da perfeição.
Quando estiveres unido a Deus pela oração, examina quem és verdadeiramente; fala com Ele, se conseguires; se te for impossível, detém-te, permanece diante dele. Em nada mais te empenhes como nisso”. (Padre Pio de Pietrelcina)
Essa é, justamente, a verdadeira oração, porque “ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ senão por influência do Espírito Santo” (1Cor 12, 3). O que seria a oração da Igreja se não fosse a oferenda daqueles que, ardendo com grande amor, se entregam ao Deus que é amor?
Jesus nos mostra, neste texto, ao falar da oração, jejum e caridade de forma consciente o momento e o ato mais importante da nossa íntima união com Ele. E nos faz saber que estes atos devem ser livres e desimpedidos, desinteressados de reconhecimento. A partir do momento em que vivemos estas três lições de Cristo – oração, jejum e penitência -, em nossas vidas, tudo em nós será um eterno aleluia. Jesus terá verdadeiramente ressuscitado em nós.
Espírito de piedade, ensina-me o modo de agir que realmente agrade ao Pai e mereça a recompensa divina.
Padre Bantu Mendonça
O texto de hoje nos ajuda a fazer uma reflexão, uma introspecção. Estamos diante de um Evangelho que determina o nosso ser cristão. É, diria eu, o termômetro da nossa própria fé católica. E não poderia existir passagem melhor do que esta de hoje.
A prática da justiça, no sentido religioso, significava a busca de justificação diante de Deus. As mais consagradas eram: a esmola, a oração e o jejum. Por esta prática, os judeus julgavam-se justo diante de Deus. Com atitude ostensiva, os líderes religiosos do templo e das sinagogas afirmavam seu prestígio e poder.
A penitência, muitas vezes, vista como uma prática de sofrimento, na verdade tem o caráter modificador, que nos transforma e nos faz perceber que podemos viver sem certas coisas do mundo.
Compreendemos que os sacrifícios feitos deverão, portanto, ser fonte de crescimento, de amadurecimento espiritual e não motivo de promoção pessoal. Por isso não devem ser expostos ao mundo, pois é interioridade, é intimidade com Deus.
Isso vale para todos os nossos atos religiosos ou aparentemente humanitários. Não podem ser forma de se vangloriar de sua bondade, mas de promover sua espiritualidade e também o bem de outras pessoas.
“Sê assíduo à oração e à meditação. Disseste-me que já tinhas começado. Isso é um enorme consolo para um Pai que te ama como Ele te ama! Continua, pois, a progredir nesse exercício de amor a Deus. Dá todos os dias um passo: de noite, à suave luz da lamparina, entre as fraquezas e na secura de espírito; ou de dia, na alegria e na luminosidade que deslumbra a alma.
Se conseguires, fala ao Senhor na oração, louva-o. Se não conseguires, por não teres ainda progredido o suficiente na vida espiritual, não te preocupes: fecha-te no teu quarto e põe-te na presença de Deus. Ele ver-te-á e apreciará a tua presença e o teu silêncio. Depois, pegar-te-á na mão, falará contigo, dará contigo cem passos pelas veredas do jardim que é a oração, onde encontrarás consolo. Permanecer na presença de Deus com o simples fito de manifestar a nossa vontade de nos reconhecermos como seus servidores é um excelente exercício espiritual, que nos faz progredir no caminho da perfeição.
Quando estiveres unido a Deus pela oração, examina quem és verdadeiramente; fala com Ele, se conseguires; se te for impossível, detém-te, permanece diante dele. Em nada mais te empenhes como nisso”. (Padre Pio de Pietrelcina)
Essa é, justamente, a verdadeira oração, porque “ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ senão por influência do Espírito Santo” (1Cor 12, 3). O que seria a oração da Igreja se não fosse a oferenda daqueles que, ardendo com grande amor, se entregam ao Deus que é amor?
Jesus nos mostra, neste texto, ao falar da oração, jejum e caridade de forma consciente o momento e o ato mais importante da nossa íntima união com Ele. E nos faz saber que estes atos devem ser livres e desimpedidos, desinteressados de reconhecimento. A partir do momento em que vivemos estas três lições de Cristo – oração, jejum e penitência -, em nossas vidas, tudo em nós será um eterno aleluia. Jesus terá verdadeiramente ressuscitado em nós.
Espírito de piedade, ensina-me o modo de agir que realmente agrade ao Pai e mereça a recompensa divina.
Padre Bantu Mendonça
A gravidade da traição no namoro

Sinal de imaturidade e de falta de responsabilidade
Embora no namoro não exista o compromisso definitivo como no casamento, e não seja um sacramento, a traição realizada nesse relacionamento não deixa de ser uma falta grave, especialmente se envolveu um relacionamento sexual com outra pessoa. Neste caso, além da falta da traição, há o grave pecado de fornicação, sexo antes ou fora do casamento vivido por duas pessoas que não são casadas. Não custa lembrar o que disse São Paulo sobre a gravidade desse pecado: “Nem nos entreguemos à fornicação, como alguns deles se entregaram, de modo a perecerem [...]” (1 Cor 10,8).
Mas, mesmo que não tenha havido fornicação e a traição tenha sido de outra forma, por exemplo, começar a namorar outra pessoa sem terminar o primeiro namoro, a falta é grave, pois trair alguém é ferir profundamente a pessoa que lhe confiou a intimidade e de certa forma a vida. Toda traição, por menor que seja, deixa marcas e traumas no coração da pessoa enganada.
Muitos jovens têm medo de partir para um novo namoro porque experimentaram a dor de uma traição e temem ser novamente traídos e enganados e sofrem muito por isso. “Será que eu não serei decepcionado (a) novamente?”.
É preciso dizer a essas pessoas que foram duramente machucadas, que lutem contra esse sentimento de medo e de derrota e que enfrentem um novo relacionamento com coragem e sensatez. Não é porque você foi traído uma vez que obrigatoriamente o será novamente; não; as pessoas são diferentes. Aproveite a experiência que você acumulou com essa traição; sabemos que mesmo do pior mal Deus sabe tirar algum bem para os que O amam.
O namoro é um tempo de conhecimento e de escolha, no qual cada um precisa se revelar ao outro e mostrar de certa forma o seu interior. Mas isso há que ser feito num ambiente de fidelidade para que possa acontecer com sinceridade e transparência. O compromisso de namoro pode ser rompido de comum acordo ou mesmo somente por apenas uma das partes, pois não é uma aliança definitiva.
Penso, contudo, que, como todo pecado, a traição também possa ser perdoada se, de fato, o culpado se arrepender sinceramente e der provas disso, mas precisa saber que “o vaso de cristal foi trincado”; a confiança do outro não será mais a mesma porque a marca ficou gravada no coração. Sempre poderá surgir no pensamento da pessoa traída a pergunta: “Será que ele (a) não me trairá novamente?”
Então, se desejamos um namoro belo e íntegro, neste deve haver fidelidade; não pode ser comprometido com sinalizações afetivas para com outra pessoa, mesmo de maneira disfarçada. Ninguém é obrigado a namorar, mas todo (a) namorado (a) é obrigado (a) moralmente a ser fiel ao outro, sob pena de se diminuir diante de si mesmo; é uma questão de caráter, algo que infelizmente hoje não é muito cultivado.
Quem trai no namoro é alguém que não sabe ainda a importância desse relacionamento e que, por isso, faz dele apenas um meio de diversão ou de busca de prazer ou outras aventuras. Traição é sinal de imaturidade e de falta de responsabilidade. É prova de que não se sabe amar; é sinal de egoísmo que aceita destruir o sentimento do outro para viver uma nova aventura amorosa.
Se alguém acha que não está satisfeito com o namoro, então, este pode romper com o compromisso, sem problemas, mesmo que a outra parte queira continuar o relacionamento. Mas o que não deve acontecer é a traição.
Prof. Felipe Aquino
Como você corrige as pessoas?
Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com gado

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.
Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.
Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!
Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:
1 – Nunca corrigir na frente dos outros. Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.
2 – Escolha o momento certo. Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.
3 – Use palavras corretas. Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.
Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.
Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.
Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”
Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.
E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.
PROFESSOR fELIPE AQUINO

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.
Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.
Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!
Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:
1 – Nunca corrigir na frente dos outros. Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.
2 – Escolha o momento certo. Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.
3 – Use palavras corretas. Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.
Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.
Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.
Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”
Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.
E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.
PROFESSOR fELIPE AQUINO
O caminho da vida em Deus
A vida deve nos tornar felizes
"Cada um de nós vive com a esperança de que vai conseguir o que lhe cabe; seja na profissão, na amizade, no amor ou na família. A vida deve nos tornar felizes, pois, em primeiro lugar e antes de tudo, desejamos ser felizes; algo tão simples, porém tão difícil.” (Dom Notker Wolf - Abade-Primaz da Ordem dos Beneditinos)
Às vezes, o caminho da vida parece tão difícil e longo demais. Não tenho forças nem vontade para a jornada. Então, lembro-me de que o bom Deus conhecia esse caminho muito antes de eu ser chamado a percorrê-lo. Ele sempre soube das dificuldades pelas quais eu passaria, a dor que não conseguiria explicar aos outros. Ele sabe e oferece Sua presença.
Talvez, hoje, você esteja oprimido por tristeza. Ela pode ser o peso de um ministério difícil, a preocupação de um casamento problemático, a tristeza de uma criança sofrendo, o cuidado com um parente envelhecendo, o desemprego, os vícios na família, um sonho que custa a se realizar ou outras situações que a vida nos apresenta. “Certamente”, diz você, “Deus não me faria andar dessa maneira. Deve haver outro caminho mais fácil a percorrer”
"Cada um de nós vive com a esperança de que vai conseguir o que lhe cabe; seja na profissão, na amizade, no amor ou na família. A vida deve nos tornar felizes, pois, em primeiro lugar e antes de tudo, desejamos ser felizes; algo tão simples, porém tão difícil.” (Dom Notker Wolf - Abade-Primaz da Ordem dos Beneditinos)

Às vezes, o caminho da vida parece tão difícil e longo demais. Não tenho forças nem vontade para a jornada. Então, lembro-me de que o bom Deus conhecia esse caminho muito antes de eu ser chamado a percorrê-lo. Ele sempre soube das dificuldades pelas quais eu passaria, a dor que não conseguiria explicar aos outros. Ele sabe e oferece Sua presença.
Talvez, hoje, você esteja oprimido por tristeza. Ela pode ser o peso de um ministério difícil, a preocupação de um casamento problemático, a tristeza de uma criança sofrendo, o cuidado com um parente envelhecendo, o desemprego, os vícios na família, um sonho que custa a se realizar ou outras situações que a vida nos apresenta. “Certamente”, diz você, “Deus não me faria andar dessa maneira. Deve haver outro caminho mais fácil a percorrer”
terça-feira, 19 de junho de 2012
O amor dá sentido a todas as coisas
Há alguém, na sua vida, com quem você não tem contato há muito tempo ou, até mesmo, aconteceu algum desencontro e você ficou indiferente a essa pessoa? Eu lhe dou um conselho: faça uma carta de amor para essa pessoa, dizendo que você a ama e quer perdoá-la ou pedir-lhe perdão; que quer retomar a amizade.
“Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos nos amar uns aos outros” (IJo 4,11). Saiba que as pendências interiores que carregamos e os medos nos fazem viver pela metade. Deus nos criou para viver plenamente e nos fez verdadeiramente livres, portanto, tudo o que nos prende e nos impede de usufruir dessa vida abundante, precisa ser retirado da nossa vida com coragem.
Vamos fazer o exercício de expressar o nosso amor, concretamente, ao longo de todo este dia. O que dá sentido a todas as coisas é o amor.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso, fazei-nos viver o amor e a reconciliação.
Jesus, eu confio em Vós!
“Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos nos amar uns aos outros” (IJo 4,11). Saiba que as pendências interiores que carregamos e os medos nos fazem viver pela metade. Deus nos criou para viver plenamente e nos fez verdadeiramente livres, portanto, tudo o que nos prende e nos impede de usufruir dessa vida abundante, precisa ser retirado da nossa vida com coragem.
Vamos fazer o exercício de expressar o nosso amor, concretamente, ao longo de todo este dia. O que dá sentido a todas as coisas é o amor.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso, fazei-nos viver o amor e a reconciliação.
Jesus, eu confio em Vós!
Dunga recebeu o jogador Elano Blumer no programa 'PHN'

O jogador passa a ser admirado diante de tantos desafios vencidos em campo e, com o seu desenvolvimento no time, tem a sua trajetória profissional acompanhada dia a dia. Com Elano Blumer não foi diferente. Ele se tornou conhecido em todo o país no ano de 2001 quando chamou a atenção de grandes técnicos e clubes brasileiros e passou a ser jogador profissional no Santos.
No programa PHN desta terça-feira, 31 de janeiro ele foi o convidado de Dunga e contou experiências da sua carreira, como conheceu a Canção Nova e falou sobre a sua vida familiar e conjugal.
"Somos seres humanos e queremos crescer todos os dias” destacou Elano Blumer
Elano é casado, tem duas filhas e testemunhou que sua vida está reconstruída após alguns obstáculos vividos na sua vida pessoal. Ele reconhece que todo ser humano pode cometer erros e a disciplina em Deus é fundamental.
O atleta declarou que não foi humilde diante de algumas dificuldades conjugais e que se tornou ingrato com a sua esposa nessa época. Contudo, ele afirmou com alegria que hoje sua família está reconstruída nos valores cristãos.
A avareza e a ganância levam ao desânimo do coração

A Palavra meditada, hoje, está em São Tiago 2,14-23.
"Não é pecado ser rico ou possuir bens, a pessoa só não pode se prender a essas riquezas", afirma Eto
Foto: Wesley Almeida
A Palavra de hoje é muito importante para nós cristãos, pois ela nos mostra que Deus não condena o rico nem o pobre. Ao contrário, é muito bom quando conquistamos nossos bens materiais, no entanto, o Senhor nos ensina que não devemos nos apegar a eles.
Nesta passagem, há duas palavras-chaves: avareza e ganância. Avareza é quando alguém tem uma riqueza e a guarda para si; já a ganância acontece quando a pessoa quer sempre mais, não importando o "como". Se uma pessoa rica tiver essas duas atitudes, ela estará no pecado e Deus não aprovará seus atos. Não é errado ser rico ou possuir bens, só não podemos nos prender a eles. Quando alguém conquista seus objetivos, trabalhando com alegria e honestidade, o Senhor se alegra com sua prosperidade.
Na Palavra, Jesus mostra a história de uma pessoa que Lhe pediu para intervir junto ao irmão dela, para que repartisse sua herança com ela. Daí, pensamos: a pessoa trabalhou a vida toda, batalhou para construir toda sua herança, enquanto o irmão ficou no bem-bom da vida, esperando o tempo passar. Quando viu que o outro enriqueceu, ele pediu a Jesus que falasse ao irmão para que repartisse a herança. Jesus não aceitou o pedido e lhe contou uma parábola.
A terra de um homem prosperou e sua colheita foi farta. Então, ele resolveu guardá-la para não ter de fazer mais nada, podendo gozar a vida. Nessa história, vemos que a pessoa só pensou em si mesma, pois quanto mais ela tivesse, melhor seria para ela. Um ato de pura ganância. Mas Deus lhe diz: "Tolo! Ainda, nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará o que acumulaste?". Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não se torna rico diante de Deus. Jesus conta essa história para revelar os perigos que se escondem num coração avarento.
Ele nos mostra que não podemos ter a ganância de querer guardar tudo o que temos, pois não sabemos o dia de amanhã. Deus nos deu dons para conquistarmos nossas riquezas, por isso devemos sempre ajudar o irmão e não pensar só em nós mesmos. É o Senhor quem intercede por nós, por isso devemos retribuir-Lhe trabalhando e ajudando o próximo.
O sentimento de avareza leva a pessoa ao desânimo do coração, porque ela fica com medo até de ganhar mais, tornando-se "mão-de-vaca", pois não consegue aplicar o dinheiro em nada com medo de perder. Às vezes, é preciso perder para ganhar. Com a ganância é a mesma coisa, nenhum acordo será satisfatório para a pessoa, pois ela sempre vai querer ganhar mais e tirar vantagens.
A pessoa que não possui bens ou riquezas, mas se dedica a Deus, não perde nada. A melhor coisa do mundo é quando você vive em paz com aquilo que o Senhor lhe deu para viver. Com o suor do seu trabalho você conquista o que lhe é necessário e vive bem. Nada mais dá tanta alegria ao coração, porque você batalha por um objetivo, e quando o alcança se sente realizado.
O avarento tem uma sede insaciável por uma quantidade cada vez maior de dinheiro, achando que vai se sentir realizado. Nessa situação, o demônio está agindo. O avarento morre cedo e tem a vida curta, pois se torna escravo daquilo que tem. Não podemos ser assim. Jesus não quer ninguém escravo de nada, muito menos d’Ele. Ele quer a nossa amizade, quer que levemos a Sua Palavra a todas as pessoas.
O Senhor nos deixa claro que a vida não se baseia naquilo que temos, mas naquilo que somos. A prosperidade e a riqueza são capazes de sufocar a Palavra de Deus. Por isso, devemos viver os detalhes da vida e do amor de Jesus por nós. Com Ele tudo dá certo. Diga hoje: "Jesus, você é meu amigo e eu sou seu amigo".
Quero partilhar uma Palavra com vocês, que está em I Timóteo 6,6-10; 17-19: "Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isto. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. Exorta os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos nem ponham sua esperança nas riquezas volúveis, mas em Deus, que nos dá abundantemente todas as coisas para delas fruirmos. Que pratiquem o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam generosos, comunicativos, ajuntem um tesouro sólido e excelente para seu futuro, a fim de conquistarem a verdadeira vida".
É isso que Deus quer de cada um de nós. Precisamos ter abertura no coração para enxergar que a ganância e a avareza são inimigas da pessoa rica. Também não podemos ter inveja da prosperidade do outro.
Enquanto cuidamos das coisas de Deus, Ele cuida das nossas coisas. Que o Senhor possa nos abençoar, hoje, tirando de nós toda avareza e ganância, toda inveja e insatisfação. Que possamos aceitar aquilo que Ele dá a cada dia de nós. Derrame sobre nós o Seu Espírito Santo, Senhor.
Wellington Silva Jardim (Eto)
Cofundador e missionário da Comunidade Canção Nova
Eu também posso viver da providência?
Terça, 19 de junho de 2012
Eu também posso viver da providência?
As palavras de Jesus são claras quando dizem "buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e tudo mais vos será acrescentado". Este "tudo mais" são nossas necessidades: o que comer, beber, vestir!
Aqui é preciso, entretanto, entender que o Reino de Deus ao qual Jesus se refere é aquele do perdão contínuo, da oferta da outra face, do perder para ganhar, do amor ao inimigo, da vida oferecida até a morte!
Entendeu? A nossa adesão ao Reino de Deus seré sempre a medida da provisão que receberemos! Quem semear pouco, já sabe que pouco colherá! E quem semeia em abundância, já deve estar experimentando seus frutos!
E você
Com carinho e orações,
Seu irmão,
Ricardo Sá
Eu também posso viver da providência?
As palavras de Jesus são claras quando dizem "buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e tudo mais vos será acrescentado". Este "tudo mais" são nossas necessidades: o que comer, beber, vestir!
Aqui é preciso, entretanto, entender que o Reino de Deus ao qual Jesus se refere é aquele do perdão contínuo, da oferta da outra face, do perder para ganhar, do amor ao inimigo, da vida oferecida até a morte!
Entendeu? A nossa adesão ao Reino de Deus seré sempre a medida da provisão que receberemos! Quem semear pouco, já sabe que pouco colherá! E quem semeia em abundância, já deve estar experimentando seus frutos!
E você
Com carinho e orações,
Seu irmão,
Ricardo Sá
Amor que não se cansa de amar

Uma vez, em uma das reuniões de formação da Comunidade Católica Shalom, tivemos uma pregação sobre a “intimidade com Deus”. A palestra nos foi dada por uma irmã consagrada a esta obra. Lembro-me o quanto fiquei tocado com suas palavras. Nossa irmã de Comunidade nos falava de uma experiência que ela viveu, durante uma confissão, na qual o padre e ela fizeram, juntos, uma releitura do momento em que Adão e Eva pecaram e de como Deus reagiu naquela ocasião.
Destrave
Pintura: Filho Pródigo de Rembrandt
O padre perguntou como ela imaginava a reação do Senhor no jardim, depois de saber que Adão e Eva haviam pecado. Ela respondeu, se não me falha a memória, que Deus teria entrado chateado, triste, porque eles O haviam desobedecido. Porém, o padre lhe disse que ela estava enganada.
Quando o Pai apareceu no Jardim do Éden, não chegou chateado ou triste, mas apressado e correndo, porque Seus filhos haviam pecado. Ele sabia que Seus amados filhos, criados à Sua imagem e semelhança, estavam em perigo, pois romperam com Seu plano de amor para eles. O Senhor correu para socorrê-los. Mas qual foi a reação de Adão e Eva? Esconderam-se, achando que o Pai, ao entrar no jardim, iria condená-los.
É assim também que, muitas vezes, reagimos quando pecamos. Muitos de nós jovens ainda trazemos, em nossa mente, a imagem de Deus como um castigador, como Alguém distante de nós, que está com um “caderninho”, anotando tudo o que fazemos de errado ou de certo. Um Deus que está bem no alto, enquanto nós, pobres pecadores, estamos aqui embaixo, longe d’Ele.
Imaginando o Senhor como alguém distante ou castigador, acabamos por nos afastar ainda mais d’Ele, pois pensamos que nunca iremos vencer os nossos pecados e, assim, não conseguiremos ser verdadeiros cristãos. Como nos enganamos ao pensar assim! Como pecamos mais ainda ao vê-Lo dessa maneira!
sábado, 16 de junho de 2012
Despertar da Vida
"É importante perceber que o despertar da vida depende de você. Libere seu coração,confia no Senhor e deixe que Deus construa seu destino. A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria. Sua vida muda quando você muda. Deixe as pessoas do passado no passado, a melhor cura do baixo- astral é abrir os olhos para o mundo. Enquanto você acreditar, o medo não vai se instalar. Para viver intensamente é necessário conviver com os riscos. Por isso acredite sempre, por pior que seja a situação. Não deixe a dúvida tomar conta de você. Nosso maior adversário está dentro de nós. É preciso entrar pra valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar. Poder é ser dono de sua atenção. Alguém já disse que visão é a arte de ver o invisível. Nós é que transformamos a semente em árvore para poder colher os frutos. A primeira ponte é a do sentido da vida. A segunda ponte é a do silêncio. A terceira ponte é a da simplicidade. A quarta ponte é a do sentimento. Você é a pessoa que escolhe ser. Um dos segredos da felicidade é saber criar condições para que a vida dependa de nós. Viver é a arte de realizar sonhos. Viver é ser o artista da auto-criação. As mudanças ficam mais fáceis quando o que se passa dentro de você é explicado. O grande néctar da vida é a possibilidade de realizar o divino que existe dentro de cada um de nós."
Solidão e incerteza, características dos estudantes de hoje

Discussão no Congresso Europeu de Pastoral Universitária
Munique, terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – A solidão e a incerteza estão se transformando nos traços característicos dos estudantes de hoje. É o que afirmou Tino Bargel, do Grupo de Pesquisa Universitária da Universidade de Costanza, durante o Congresso Europeu de Pastoral Universitária, encerrado ontem em Munique, na Alemanha. Ele destacou que os estudantes de hoje “sublinham a própria individualidade”: “estão muito ocupados em priorizar a própria carreira”.
Bargel expôs uma série de teses, observando em primeiro lugar que os jovens enfrentam “pressões e preocupações que comprometem sua satisfação e confiança”.
Todos os estudantes, além disso, “acham muito importante que os seus estudos tenham relação com o mercado de trabalho”, mas “este aspecto prático e bem-sucedido dos estudos universitários só faz crescer a insegurança, porque deixa que instâncias externas (principalmente a economia e as associações de classe) estabeleçam os objetivos formativos e as condições de contratação”.
Isto comporta “contínuas tentativas de adaptação aos requisitos profissionais, às custas de reflexão e elaborações, de criatividade e autonomia, de originalidade e inovação”.
Entre os estudantes, diminui também “a disponibilidade para formar uma opinião política”: “eles participam de má vontade em discussões teóricas, aderem a conceitos ou se deixam envolver em propostas alternativas”; “as atitudes são menos contrapostas ou ideológicas, as facções adversárias raramente se confrontam e as visões políticas inimigas já não recebem relevância”.
“Esta moderação, porém, não é tanto uma mostra de tolerância ou de pragmatismo quanto de indiferença, de crítica superficial”, comentou Bargel. “Os estudantes universitários evitam criar vínculos ou assumir posições claras” e “são mais difíceis de organizar ou de envolver em ações comuns”.
O desinteresse acontece também quanto aos ideais e ao compromisso público, embora “aumente a estima pelos pais, irmãos e amigos”, outro “sinal de retirada para a vida privada”.
“Apesar de as desigualdades sociais e as injustiças políticas serem percebidas, os estudantes recorrem ao protesto e à resistência só quando veem que os seus próprios interesses são lesados. Quando muito, participam de ações individuais no campo social”.
Entre os principais valores de atitude, os estudantes incluem “antes de tudo o desejo de conhecer e a curiosidade, seguidos da tolerância e da ausência de preconceitos, o discernimento e a análise crítica”, prosseguiu o especialista, sublinhando que entre os valores fundamentais “são prioritários a amizade e a paz, seguidos da liberdade e da harmonia”.
“A religião, a fé e a redenção são importantes para 17% dos estudantes, 7% dos quais as avaliam como muito importantes”.
É típica também a atitude de “não aceitar modelos predefinidos, alienando-se, mas sim de modelo seletivo e sem assumir vínculos a favor de valores determinados”.
Quanto ao futuro – concluiu – “tem-se medo de fracassar, apesar de um certo otimismo profissional”.
“Por culpa do confuso método de seleção, por exemplo, para ingressar numa pós-graduação ou para encontrar trabalho, muitos estudantes têm a impressão de não poder projetar ou controlar o próprio caminho só graças às próprias decisões. Isso contribui para a solidão, desorientação e isolamento”.
Em que estado ela se encontra?

“Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois isso é justo” (Ef 6,1).
A juventude é chamada de “a flor da idade”, porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, muitos jovens estão sofrendo em nossos dias, porque não sabem o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
O maior tesouro da humanidade é a sua juventude. No entanto, em que estado ela se encontra? A quantas anda este tesouro de carne e espírito? Tenho-o visto desprezado, entregue às drogas, ferido pelas armas, destruído pelo álcool, carente de amor e de vida. Que belo tesouro desvalorizado!
O jovem não tem o direito de abandonar-se ou deixar sua vida se estragar; pois ele é a mais bela obra do Criador. Muitos já perderam o magnífico sentido da vida, mas Deus tem um plano e uma vontade para a vida de cada um.
Leia esta estória:
Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.
- O senhor é sábio mesmo?
- Dizem que eu sou.
- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?
- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.
- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?
O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!
- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?
O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.
Depois respondeu ao jovem:
- Depende de você!
Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.
Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.
Paul Claudel, um teatrólogo francês convertido, disse que “o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio”. Só Cristo pode dar ao jovem o máximo. Jesus lhe revela a sua beleza e o seu valor; Ele lhe mostra a grandeza de ser “filho amado de Deus”.
O jovem cristão, como já foi dito, deve honrar os seus pais, como ensina o quarto mandamento; deve ser fiel a seus amigos e irmãos, estudar e trabalhar, nunca perder tempo e jamais jogar a vida fora com coisas vazias. Terá que descansar e pode se divertir, mas de maneira saudável, sem pecar, sem fazer do prazer um fim, mas apenas um meio de descansar e poder viver bem fazendo o bem aos outros.
É na juventude que Deus nos chama a um encontro pessoal com Ele. Para alguns será um chamado para a vida sacerdotal ou religiosa, vivendo no celibato e entregando a sua vida radicalmente a Deus a serviço do seu Reino. Não existe nada mais belo para um jovem do que a vocação sacerdotal. Sem o sacerdote não há Igreja, não há perdão sacramental dos pecados, não há Eucaristia, não há salvação.
O jovem cristão é também um evangelizador; especialmente sendo exemplo no meio de seus amigos, sem ter vergonha de sua fé e de sua Igreja. Hoje é difícil dar testemunho de Jesus, viver como a Igreja ensina, rejeitando o sexo fora e antes do casamento; fugindo das diversões perigosas e de todo pecado; mas, quanto mais isso for difícil, mais necessário será para a sociedade voltar para Deus. O jovem precisa conhecer a doutrina católica, ler e estudar o Catecismo para saber dizer a seus parentes e amigos qual a sua esperança e as razões de sua fé.
PROFESSOR fELIPE AQUINO
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